12/05/2016 – Atualizado em 12/05/2016
Por: Neto com informações da Tribuna Livre
Foi preso na noite desta quarta-feira, em Chapadão do Sul, Adilson Ferreira da Costa (29), o homem que antes de matar a ex-namorada a levou num cartório para transferir o carro para seu nome e assumisse as parcelas restantes.
Depois disso a conduziu para um local ermo e desferiu um tiro na cabeça da vítima que estava ajoelhada rezando. O crime de repercussão nacional pelo requinte de crueldade foi praticado em Cascavel (PR), em outubro de 2013. A Polícia Militar recebeu uma ligação anônima sobre a presença do homicida na Praça da Goiás. Apesar de ter sido condenado a 19 anos de prisão – inicialmente em regime fechado – é um dos 21 presos que escaparam do “Cadeião” de Cascavel numa fuga em massa.
Adilson Ferreira da Costa não foi preciso ao informar a quanto tempo está em Chapadão do Sul.
Confirmou que trabalhava numa propriedade rural do município e se manteve calmo durante a prisão. Foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de onde será recambiado para o Paraná onde deverá voltar ao sistema carcerário de Cascavel.
CRIME
Adilson foi condenado a 19 anos e três meses de prisão por homicídio duplamente qualificado. O crime ganhou grande repercussão pela crueldade do assassino. Em outubro de 2013, Adilson atirou em Thiele que mesmo agonizando, em uma plantação, se arrastou até à margem da BR-163, onde pediu por socorro.
Foi atingida por um único tiro na cabeça, mas morreu no hospital. A perícia anexada ao inquérito mostrou que Thiele foi baleada, quando estava ajoelhada. Médicos do Hospital Universitário de Cascavel confirmaram a morte encefálica de Thiele. Adilson disse que o crime foi motivado por ciúmes. O casal ficou junto por três anos e havia se separado.
Adilson foi preso em Boa Vista da Aparecida e confessou o crime. O rapaz afirmou que, antes de matar a mulher, a levou em um cartório para que ela transferisse o carro dela para o nome dele e assumisse as parcelas restantes. Logo a seguir aproveitou uma fuga em massa e evadiu-se da prisão e do estado em busca do anonimato.
A administração da carceragem da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel chegou a divulgar a lista dos presos onde constava seu nome.



