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terça-feira, 27 de janeiro, 2026

Polícia de MS e SP prende 9 suspeitos de atuarem no ‘Tribunal do Crime’

17/12/2015 – Atualizado em 17/12/2015

Investigação aponta que ordem partiu do líder de facção em SP.

Vítima teria cometido latrocínio contra adolescente de 12 anos.

Por: G1

Após oito meses de investigações, a Polícia Civil desencadeou uma operação em Mato Grosso do Sul e São Paulo, com a intenção de identificar e prender os suspeitos de asfixiar até a morte um detento em Campo Grande. O delegado Thiago Passos, chefe do Serviço de Investigações Gerais (SIG), disse nesta quinta-feira (17), que os nove mandados foram cumpridos no dia anterior e os suspeitos serão isolados em diferentes presídios.

“A vítima havia cometido um latrocínio no qual matou uma menina de 12 anos. Ela era parente de um integrante de uma facção criminosa e este homem decidiu por vingança, incitando os demais integrantes a cometerem o crime. Houve uma espécie de tribunal do crime e eles então optaram por matar este preso de overdose”, afirmou o delegado.

No entanto, ainda segundo Passos, a tentativa deu errado e o preso vomitou uma mistura feita de leite e cocaína.

“Os homens viram que não deu certo e o mataram por asfixia, algo que inclusive foi confirmado por laudo pericial. Nós cumprimos sete mandados, incluindo o líder da facção em São Paulo. Outros dois presos, que estavam soltos, foram presos em Três Lagoas”, comentou o delegado.

A Delegacia Especializada de Repressão à Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) participou da ação. “Nós buscamos três pessoas no presídio de segurança Máxima, cumprimos os mandados e elas foram devolvidas ao local assim que prestaram depoimento”, comentou o delegado Fabio Peró.

Após o cumprimento dos mandados, o delegado ressaltou que os presos serão isolados. “Estamos enfraquecendo a facção na medida em que várias lideranças foram presas. Elas serão isoladas, inclusive em presídios federais”, finalizou o delegado.

Entenda o caso
Os envolvidos vão responder por homicídio triplamente qualificado e integrar organização criminosa. Os mandados foram solicitados após a identificação de nove presos que participaram da morte do interno de 19 anos. A investigação teve a colaboração do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que compartilhou provas obtidas em investigação contra o crime organizado.

Ao todo, nove suspeitos fizeram um verdadeiro “Tribunal do Crime”. Ainda conforme o delegado, a operação Flagetonte recebeu este nome por ser um termo poético que define um rio infernal e uma alusão a violência empregada pelos suspeitos para matar a vítima.

Thiago Passos, chefe do Serviço de Investigações Gerais (SIG) e Del Ailton

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