04/12/2015 – Atualizado em 04/12/2015
Por: Assessoria de Imprensa
Reunião realizada na manhã desta quinta-feira, 03 de dezembro, e discussões intensas durante a Sessão Plenária da Assembleia Legislativa trataram sobre a necessidade urgente de mais ações visando o combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e do Zika Vírus. Técnicos da Secretaria Estadual de Saúde pediram apoio dos deputados nas ações contra o mosquito.
Projeto de Lei de autoria do deputado Angelo Guerreiro, que está tramitando no Legislativo estadual, pretende minimizar e até acabar com os problemas causados pelo transmissor. A preocupação das autoridades é quanto ao alto número de casos de microcefalia em recém-nascidos, com cerca de dois mil casos, e outras doenças neurológicas em todo o País.
Na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Angelo Guerreiro lembrou sua luta contra a epidemia desde o período em que era vereador em Três Lagoas e via a dificuldade em conscientizar os moradores da necessidade da limpeza dos terrenos e a falta de uma lei que autorize os agentes de saúde a fiscalizar com mais rigor os possíveis focos do mosquito.
Uma vez aprovada e sancionada, a Lei vai sanar esse problema autorizando, de forma compulsória, a entrada dos agentes de saúde nos imóveis além de responsabilizar os proprietários, ou inquilinos e até mesmo os diretores de órgãos públicos, pela limpeza dos seus locais próprios. Guerreiro lembrou que “os programas de conscientização, em algumas cidades que já enfrentaram as epidemias de dengue, não surtem efeito prolongado. Dois ou três anos após uma epidemia os casos voltam a preocupar os dirigentes”.
O presidente do Poder Legislativo, deputado Junior Mochi, se prontificou a colocar o Projeto de Lei de Guerreiro em tramitação de urgência. Mochi disse que vai dar prioridade à proposição uma vez que ele oferece o suporte necessário para que o Executivo combata o mosquito de forma mais eficiente. Segundo dados apresentados pela Secretaria de Saúde, 10 casos de microcefalia já foram confirmados em Dourados, “mas que não necessariamente estejam ligados ao Zika Vírus”, afirmou o secretário Nelson Tavares.
Nenhum caso de Zika Vírus foi confirmado no Estado, mas já foram 27 notificações, sendo seis já descartadas e 21 estão sob investigação. “A entrada compulsória nos imóveis será muito importante no combate”, explicou Nelson Tavares. O projeto está passando por adequações visando aprofundar as ações de combate ao Aedes Egipty.



