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Quadrilha que roubava cargas em MS e 8 Estados é presa; prejuízo é de R$ 30 milhões

27/11/2015 – Atualizado em 27/11/2015

Por: Dourados News

Organização criminosa especializada em roubo de cargas e receptação, que atuava em rodovias de Mato Grosso do Sul e oito estados brasileiros e que deu prejuízos superiores a R$ 30 milhões foi desarticulada na quinta-feira. A ação contou com o trabalho de mais de 300 policiais civis, militares, federais e rodoviários federais que participam nos estados. Até o final da tarde de ontem, 33 pessoas já haviam sido presas, segundo o Ficco-MG (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais).

A rota de atuação de quadrilha presa eram as rodovias federais, principalmente as BR’s 040 e 050. As cargas mais visadas eram combustíveis, cervejas, medicamentos e carnes.

De acordo com o Ficco, a escolha por estes produtos acontecia, segundo as investigações, pela facilidade da receptação. Por esta razão, a operação foi batizada de Catira, em referência às palavras troca e escambo, na linguagem popular.

A intenção era cumprir os 51 mandados de prisão e 50 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de forma simultânea nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Tocantins e Distrito Federal. Os mandados foram expedidos com base em dois Inquéritos Policiais que tramitam na Justiça Estadual, na comarca de Uberlândia (MG).

Além das 33 prisões, foram apreendidos carros de luxo, embarcações, armas, dinheiro em espécie e veículos em fase de desmanche. Os presos foram encaminhados para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde ficarão à disposição da Justiça.

Eles responderão pelos crimes de organização criminosa, roubo, cárcere privado, lavagem de dinheiro e receptação, cujas penas somadas superam 30 anos de prisão. Todos foram ouvidos na delegacia da Polícia Federal de Uberlândia e, posteriormente, encaminhados para o Presídio Professor Jacy de Assis, no município.

Como funcionava

Os integrantes da quadrilha, chamados também de “homens-aranha” por membros da facção criminosa, subiam nas carrocerias dos caminhões e provocavam pane nos veículos em circulação nas estradas brasileiras.

Quando o motorista parava na rodovia para verificar o que estava acontecendo, ele era rendido, sequestrado e tinha a carga roubada. Os condutores só eram liberados do cativeiro depois que os criminosos faziam o transbordo da carga e davam uma destinação para os caminhões.

A organização criminosa vinha sendo investigada há aproximadamente sete meses e durante este período foram identificadas diversas ocorrências de roubos de cargas atribuídas ao grupo criminoso.

“A quadrilha funcionava como uma empresa. Tinha, inclusive, uma divisão de tarefas bem definida: núcleo financeiro, núcleo contábil, núcleo armado e núcleo logístico. Os criminosos atuavam de modo dinâmico”, ressaltou o delegado da Polícia Federal, Caio Porto.

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