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Lama Asfáltica: Amorim teria sido chefe da Casa Civil de Delcídio, aponta PF.

20/10/2015 – Atualizado em 20/10/2015

Por: I9

texto reproduzido na integra do portal I9

Pela primeira vez nas investigações da Operação Lama Asfáltica, a Polícia Federal captou uma conversa, sobre quem era cotado para chefe da Casa Civil, numa possível vitória de Delcídio do Amaral para governo do estado em 2014.

A conversa ocorreu dia 13/03/2014, dia da cassação de Alcides Bernal. Na conversa entre Amorim, e o colega e empreiteiro Quirino Piccoli, dono da Piccoli Transportes Escolares, que o informa sobre negociações políticas de bastidores naquela época. Entre elas, fala-se de troca do Conselheiro José Ricardo, do Tribunal de Contas do Estado do MS, e de uma possível nomeação de JOÃO AMORIM para a chefia da Casa Civil num eventual Governo DELCÍDIO AMARAL.

Acompanhe:

A Verdade

Isso é tão verdade que o Vice de Delcídio para o governo do estado, foi justamente o decano Londres Machado, ex-presidente do PR, hoje presidido por Edson Giroto, amigo particular de Amorim e investigado na Lama Asfáltica. Giroto também foi citado na conversa, no qual continuaria como Secretário de Obras do Estado.

É sabido de todos, até pelo próprio PMDB, que o Grupo de Puccinelli apoiou Nelsinho, porém marchou com Delcídio do Amaral ou seja Puccinelli apoiou os dois lados. Por outro lado Amorim, e pelo fato de ser cunhado de Nelsinho Trad o apoiou, mas não o impediu de financiar a campanha de Delcídio do Amaral, através de seu sócio João Baird, ambos investigados na Operação Lama Asfáltica e Coffee Break.

A empresa PSG Tecnologia aplicada Ltda que; movimentou mais de R$ 72 milhões durante o governo Puccinelli, e que segundo levantamento do i9 funciona no mesmo prédio de João Alberto Krampe Amorim dos Santos, acusado de comandar o maior escândalo de corrupção da história de Mato Grosso do Sul, doou R$ 1,4 milhões ao PT, sendo que R$ 850.000,00 e Neiva Marcon (Sócia PSG) R$ 500 mil foram para a campanha de Delcídio do Amaral em 2014. Já a pessoa física de Baird (Sócio de Amorim) e sua empresa Itel Informática a quantia de R$ 1,1 milhões para a campanha do Senador.

A empresa é de propriedade de Antônio Celso Cortez amigo de longa data de João Baird, dono da Itel investigado na Lama Asfáltica. Em 2006, Cortez e um menino foram os únicos sobreviventes de uma queda de avião na Serra da Cantareira, em São Paulo.

Na época o site nacional de notícias Terra apurou que o avião pertencia a João Baird. Segundo consta, Antônio Cortez é um dos principais auxiliares de Baird, no qual a empresa fica situada no Edifício 5ª Avenida, na rua Arthur Jorge, 1096. Mesmo endereço das demais envolvidas na Operação Lama Asfáltica; Proteco, LD Construtoras e Central Mídia empresa de publicidade do genro de Amorim, apontada em comandar o esquema de publicidade no Governo de André Puccinelli.

Segundo investigações da Polícia Federal, o patrimônio e o destino do dinheiro teria sido arrecadado por meio de supostas fraudes e superfaturamento em licitações promovidas pelo governo de Mato Grosso do Sul e prefeitura de Campo Grande sob as gestões Puccinelli, Nelson Trad Filho e Gilmar Olarte, vencidas, principalmente pelas empreiteiras de João Amorim e pelas empresas de informática de João Baird.

Há indícios de que parte dos mais de R$ 1 bilhão que escoaram dos cofres dos governos Puccinelli, Olarte e Trad Filho, entre os anos de 2007 a 2014 para pagar as empresas de João Amorim e João Baird tenham sido mandado por meio de empresa do ramo offshore para países estrangeiros, tidos como paraísos fiscais.

Doações PSG, Itel e Neiva Marcon (Sócia PSG)

Foto do portal I9

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