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quarta-feira, 15 de abril, 2026

Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar jovens após tumulto em MS

22/03/2015 – Atualizado em 22/03/2015

Por:G1

Um estudante foi detido por desacato na noite de sexta-feira (20) durante um tumulto em um bar frequentado por universitários na rua Trindade, em Campo Grande, próximo ao campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

De acordo com moradores da região, a polícia foi chamada diversas vezes por causa do barulho. Os agentes usaram até bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Durante o tumulto, alguns jovens tentaram fugir da fumaça. Alguns estudantes recolheram as cápsulas que ficaram no chão. Tudo ocorreu em uma rua onde os acadêmicos costumam se reunir nos bares.

O jovem detido foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do bairro Piratininga. Segundo a polícia, ele confessou que ofendeu os policias, prestou depoimento e foi liberado.

Um dos donos do bar disse que não tem como controlar a quantidade de pessoas que ficam do lado de fora do estabelecimento e que nunca há confusão por lá.

Alguns estudantes que não quiseram se identificar afirmaram que a polícia não avisou antes de agir. “Quando vi estavam jogando bomba”, afirmou um dos jovens.

Outro jovem que também preferiu não ser identificado disse que os militares soltaram as bombas repentinamente. “Foi do nada mesmo, ninguém fez nada”, disse. “Ficou todo mundo assutado porque nunca aconteceu” completou o estudante.

Vizinhos afirmaram que a aglomeração traz problemas toda semana, durante o período letivo. O comerciante Wagner Augusto disse que, de quarta a sexta-feira, a rua vira uma bagunça, carros são estacionados em frente a garagens, sem falar no som alto até de madrugada. “Só não acontece quando acaba as aulas, mas o tumulto começou porque a rua estava fechada pelos estudantes”, afirmou.

“Para dormir tem que ligar direto para o 190”, afirmou a servidora pública Vilma da Glória. Segundo ela, não consegue passar pela calçada e pela rua e até urinam no portão da casa dela.

O economista Roberto Wolf também afirmou que a bagunça vai até tarde da noite. “Eles bebem demais, fumam maconha, fazem sexo em frente de casa”, disse Wolf. Ainda de acordo com ele, quase foi agredido em casa.

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