09/03/2015 – Atualizado em 09/03/2015
O conselho tutelar, juntamente com um oficial de justiça e a Polícia Militar, foram até a residência da criança na rua 13 de Junho, no bairro Nossa Senhora Aparecida , neste domingo (8) para recolhê-la e leva-la até um abrigo, porém o pai disse que a criança estava viajando, e não quis entrega-la.
Por: Redação
A equipe de Reportagem da Rádio Caçula conversou com a conselheira Míriam Herrera do Conselho Tutelar de Três Lagoas (MS) na manhã desta segunda-feira (9) para saber mais detalhes do caso ocorrido na sexta-feira (6), onde o conselho tutelar foi acionado pela assistência social do hospital auxiliadora após atender a uma criança de 1 ano e 11 meses com a orelha estraçalhada por dois cachorros da raça pitbull e rottweiler .
Entenda o Caso
Segundo a conselheira, a criança foi levada ao hospital pelos pais na sexta-feira, com a orelha sangrando e com 5 mordidas na cabeça, sendo que uma delas atingiu o crânio. A assistência social do hospital acionou o conselho tutelar, e após chegarem ao local e indagarem os pais da criança, ouviram deles várias versões infundamentadas sobre o ocorrido.
Ao ser questionado, o pai da criança identificado como O. I.S (40) relatou em uma das versões que na quarta-feira (4) estava em sua loja, em frente a sua residência e que a criança estava brincando quando sofreu os ferimentos, e sua mãe estaria dormindo.
Ele foi detido na sexta-feira (6), e foi elaborado o boletim de ocorrência, porém foi liberado no mesmo dia.
Acolhimento da Criança
Miriam também disse que foi necessário o acolhimento da criança devido a alta periculosidade em continuar residindo na mesma casa com os animais, pois o pai disse que não vai se desfazer dos cachorros.
O conselho tutelar, juntamente com um oficial de justiça e a Polícia Militar, foram até a residência da criança na rua 13 de Junho, no bairro Nossa Senhora Aparecida , neste domingo (8) para recolhê-la e leva-la até um abrigo, porém o pai disse que a criança estava viajando, e não quis entrega-la.
Com sua resistência a ROTAI foi acionada, e ele foi encaminhado ao 1º DP juntamente com seu advogado, e foi aconselhado por ele a entregar a criança.
Ao ser interrogado se havia algum familiar que poderia ficar com a guarda da criança temporariamente, ele disse que não tem nenhum parente na cidade.
Porém segundo a conselheira, vários parentes, inclusive a irmã da criança se apresentaram e se ofereceram para abriga-la.
A criança foi levada a um abrigo, onde será analisada a sua situação familiar em um período de 20 dias, para ver se há condições de continuar residindo com seus pais.
O. I. S vai responder dois processos, um de resistência a prisão e outro de subtração de menor.

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