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Citados na corrupção arranham partidos favoritos e podem abrir disputa em 2016

07/03/2015 – Atualizado em 07/03/2015

Por: Midiamax

A lista de citados na Operação Lava Jato nesta sexta-feira (6) trouxe alívio para alguns investigados, como Aécio Neves (PSDB) e o senador Delcídio do Amaral (PT), que tiveram pedidos de investigação arquivados, mas muita preocupação para os partidos dos envolvidos, que temem reflexo negativo nas eleições de 2016.

Em Campo Grande, quatro dos cinco partidos de citados na operação que investiga a corrupção na Petrobras figuram entre os favoritos para a eleição de 2016. Agora, resta saber como o eleitor se comportará frente a estes partidos, que podem sofrer série de ataques durante a campanha.

PMDB, PP, PSDB e PT figuram entre os partidos com candidatos bem cotados para o cargo na Capital. O PMDB administrou a cidade por 20 anos e aposta na candidatura própria, figurando sempre entre os favoritos. Já o PP tem como pré-candidato o prefeito cassado, Alcides Bernal, que começa a ganhar força depois que Gilmar Olarte, que ficou no lugar dele, enfrenta crise política.

A lista também deve trazer problemas para os partidos que chegaram ao segundo turno na eleição em Mato Grosso do Sul, PSDB e PT. O PSDB teve uma de suas lideranças citadas nas investigações. O senador Antônio Anastasia (PSDB), político bem próximo a Aécio Neves está entre os envolvidos e pode comprometer o discurso de oposição de Rose Modesto, pré-candidata do PSDB.

Já o PT tem dificuldade ainda maior, porque tem vários envolvidos, incluindo o único político de Mato Grosso do Sul que será investigado, Vander Loubet. Além dos quatro grandes, ainda figura na lista o PTB, que não tem candidato forte na Capital. O estrago pode trazer prejuízo ainda maior para o PT, PSDB e PMDB, que são os maiores partidos em Mato Grosso do Sul.

O envolvimento de grandes partidos no escândalo que estampa manchetes na imprensa do País inteiro pode ajudar as siglas menores, que podem lançar candidatos no ano que vem. Isso porque a reforma política pode por fim as coligações, obrigando os partidos menores a lançar candidato próprio.

Esta possibilidade de mudança na lei e o fato da eleição estar aberta, principalmente em Campo Grande, têm animado partidos que não têm tradição em lançar candidato próprio na Capital. Em Campo Grande este é o caso do PR, que tem Grazielle Machado e Edson Giroto, do PTdoB, com Flávio César, Marcio Fernandes e Cel. David, e do Solidariedade, que tem Elizeu Dionízio como pré-candidatos.

Além dos partidos menores, o escândalo pode beneficiar o deputado estadual Marquinhos Trad, que há vários meses vem anunciando a saída do partido. O deputado já fez várias críticas ao fato do partido ter líderes envolvidos em escândalo e pode escapar da mancha deixada pelas denúncias de corrupção, caso confirma a ida para um partido novo. Marquinhos precisa mudar para um novo partido para evitar que o PMDB vá à Justiça para tomar o mandato dele, caso perca a eleição.

Foto de Divulgação

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