17/01/2015 – Atualizado em 17/01/2015
Amigos escreveram mensagens para Dilma, ONU e embaixada na Indonésia.
Por: Cristiane Ruiz com informações do Correio do Estado
A execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, que foi condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas,está marcada para este domingo (16), pelo horário local.
Amigos de Marco Archer se mobilizam e dizem que esperam “um milagre” para que sua execução seja suspensa. Nos últimos dias, eles têm escrito para a ONU, a presidente Dilma, a embaixada brasileira na Indonésia, jornais locais e até para o presidente do país, Joko Widodo, em seu perfil no Facebook. Nas mensagens,imploram por clemência para Archer.
Entenda o caso
Em 2004 Marco Archer foi preso na Indonésia ao tentar entrar no país com 13 quilos de cocaína escondido nos turbos de uma asa delta. O brasileiro é instrutor de voo livre
A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de Jacarta. O piloto conseguiu fugir do aeroporto, mas foi preso duas semanas depois. A Indonésia pune com pena de morte o tráfico de drogas.
“Estou fazendo força para acreditar no milagre. Não vou perder a fé até o último minuto. Mandei mensagens até para as Nações Unidas”, diz Kika Vianna, amiga de infância de Archer, que escreveu ao presidente da Indonésia duas vezes “pedindo misericórdia” e diz que vai enviar mais duas mensagens até amanhã.
Ela também deixou comentários em reportagens sobre as execuções publicadas no site do “Jakarta Post”, um jornal indonésio. “Não estou pregando impunidade. Ele precisa pagar pelo que fez, mas não deveria ser fuzilado”, diz ela.
Rose Medeiros, que conhece Marco há 40 anos, foi outra pessoa que enviou mensagens para a página oficial do presidente Joko Widodo e para a embaixada. “Está valendo tudo nessas 48 horas. Essa noite nem consegui dormir, fiquei conectada o tempo todo”, afirma.
Amigos de Archer também estão compartilhando um vídeo divulgado na quinta-feira (15) pelo cineasta Marcos Prado, contendo um depoimento dado pelo brasileiro há dois dias, por telefone, da prisão na Indonésia.
Amiga de Archer desde a adolescência, a educadora ambiental Carla Guedes diz que um conhecido está reunindo mensagens de amigos do brasileiro nesta sexta-feira (16), para que, “independentemente do desfecho” do caso, ele possa receber uma carta com palavras de apoio.
Ela relata ainda que, nesses 10 anos em que Archer está preso, enviava presentes para ele na prisão. “O pessoal se reunia e mandava caixas com cigarro, goiabada, doce de leite. O que dava, a gente mandava”, diz. “Tenho uma esperança muito grande de que ainda possa acontecer alguma coisa”, afirma.



