02/01/2015 – Atualizado em 02/01/2015
Por: Fatima News
O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), quer um deputado eleito pela sua coligação na presidência da Assembleia Legislativa, cuja eleição ocorrerá em 1º de fevereiro.
Embora ainda um pouco reticente, Reinaldo revelou pela primeira vez em entrevista coletiva, ontem a tarde, após a solenidade de sua posse, que está trabalhando em torno da formação de uma chapa de consenso visando a composição da Mesa Diretora da Casa.
Em entrevistas anteriores, o tucano sustentou que não iria interferir no processo sucessório da Casa, avaliando que a Assembleia tem sua autonomia e que os parlamentares devem se entender em torno da eleição da nova diretoria. No entanto, revelou na entrevista ter se reunido recentemente com os cinco deputados eleitos pela sua coligação para tratar desse tema.
Teoricamente, essa estratégia é utilizada por todos chefes do Executivo para demonstrar que não tem a intenção de interferir na autonomia dos legislativo e de outros poderes. Entretanto, na prática, todos sabem que o desejo é montar uma base consistente, inclusive dirigindo a Mesa, para governador com mais tranquilidade.
Entre as prerrogativas do presidente da Mesa Diretora está a eventual manobra de emperrar a tramitação de projetos importante, principalmente os oriundos do governo.
Nas eleições de outubro, a coligação Novo Tempo elegeu os deputados estaduais Onevan de Matos, Ângelo Guerreiro, Flávio Kayatt e Professor Rinaldo, todos do PSDB, e Zé Teixeira (DEM).
Questionado pelo site Conjuntura como estava administrando uma disputa interna na base aliada entre os deputados Onevan de Matos e Zé Teixeira, o governador disse acreditar num possível entendimento a fim de construir uma chapa única, composta por vários partidos, e formar a Mesa Diretora que comandará os trabalhos nos dois primeiros anos legislativos.
Reinaldo respondeu ao questionamento olhando para Onevan, que acompanhava atentamente a entrevista coletiva à imprensa no Plenarinho da Assembleia.
“Existe um legítimo desejo entre os parlamentares de se chegar a um consenso para a eleição da Mesa, entendo que é possível buscar uma chapa consensual, sem racha, até porque os deputados estão amadurecidos”, disse Reinaldo, acrescentando que o interesse do governo é estabelecer uma parceria institucional com a Assembleia em torno da governabilidade administrativa do Estado.
Ele disse que uma prova disso é o aumento dos valores das emendas parlamentares já definido para a atual legislatura.
Antes, cada um dos 24 deputados, tinha direito a uma cota de R$ 800 mil em emendas, o que representou um repasse de R$ 19,2 milhões em 2014 destinado às áreas da Educação (40% do montante total), Saúde (40%) e Assistência Social (20%) aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.
Por considerar uma verba ínfima para atender pedidos dos prefeitos e vereadores, os deputados reivindicaram emenda no valor de R$ 1,2 milhão para cada um, o que totaliza R$ 28,8 milhões dos cofres públicos.
Reinaldo reafirmou o interesse de atender a cota para investimento nas bases eleitorais dos deputados estaduais, lembrando que já havia se comprometido em aumentar os valores, comparando as emendas dos deputados federais.
A ideia é que para cada real destinado ao Estado do orçamento da União, ele colocará o mesmo valor nas emendas individuais de cada representante da Assembleia.
No Congresso Nacional, cada um dos 11 parlamentares – três senadores e oito deputados federais – tem direito a R$ 15 milhões em emendas.
MOVIMENTAÇÕES
As articulações em torno da eleição da Mesa Diretora da Assembleia continuam intensas nos bastidores. Até mesmo no dia da posse do governador, os parlamentares interessados nos principais cargos trocaram impressões.
Além da entrevista coletiva, Onevan foi visto em todos os momentos acompanhando Reinaldo. Já Júnior Mochi entrou e saiu acompanhado dos colegas Márcio Fernandes (PTdoB) e Eduardo Rocha (PMDB)



