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quarta-feira, 6 de maio, 2026

Sem energia poços artesianos não abastecem caixas d’águas

14/10/2014 – Atualizado em 14/10/2014

Após cortar o abastecimento da água do palmito, a SANESUL não tem como atender adequadamente vários bairros da cidade por falta de energia nos poços artesianos recém construídos.

Por: Redação

Após a promessa de cortar o fornecimento da água do Palmito na cidade de Três Lagoas, MS, a SANESUL construiu dois poços de água (Vila Piloto e Jardim Carandá) que não entraram em funcionamento por falta de energia elétrica no local.

Com o rigor do calor nos últimos meses e com o consequente aumento do consumo da água potável nas residências a crise da falta começa a aparecer em vários bairros da cidade que passaram a receber o liquido precioso em algumas horas do dia ou da noite.

Por exemplo, na Vila Piloto já se sente esses efeitos com um desses poços recém-construídos nas suas limitações e sem condições de funcionamento pela falta da instalação do padrão de energia elétrica.

O segundo poço construído no Bairro Jardim Carandá também deverá sofrer atrasos no abastecimento porque precisará além do padrão de energia, de uma bomba para jogar a água para a caixa do Bairro Santa Luzia.

A SANESUL deverá realizar uma licitação pública para a construção dos padrões de energia, e deverá ter o resultado dentro de pouco mais de 30 dias, caso não haja nenhum recursos de algum participante.

A empresa não divulgou até a presente data nenhuma nota a esse respeito e quando deverá fazer a licitação.

POÇO DO PALMITO

Os trabalhos para lacrar definitivamente o Poço do Palmito já se encontram iniciados e deverão ser concluídos dentro de aproximadamente sessenta dias.

Caminhões com equipamentos especiais já se encontram no local e as bases e fundações já estão prontas, de agora em diante os trabalhos para lacrar a saída d’àgua.

O abastecimento para a cidade já está cortado.

IMPACTO AMBIENTAL

O desvio da Água do Palmito já está pronto e atualmente, de maneira provisória, ele é lançado no rio Palmito até que as obras cheguem ao final.

Segundo especialistas um dos problemas é o impacto ambiental que a região está sofrendo diante da erosão que já se formou no local e de difícil controle para não aumentar no futuro, formado pela devastação do caminho onde a água corre ininterruptamente a céu aberto de forma que hoje paredões de 06 metros de altura aproximadamente foram formados.

Outro impacto que a região já sofre a mais 6 meses é a temperatura da água do Poço do Palmito que é lançada no Riacho do Palmito sem qualquer desaquecimento, já que a sua temperatura chega perto dos 50° em qualquer época ou hora do ano.

FAUNA E FLORA

Especialistas são unânimes em afirmar que peixes e plantas naquele local já devem ter sidos dizimados pelo tempo e pela alta temperatura provocada na água.

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul já realizou um trabalho de pesquisa dos impactos negativos que a região sofreu e os impactos para a sua reversão.

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