02/09/2014 – Atualizado em 02/09/2014
Mês costuma ter queda no volume de reservatórios; Cantareira tem 10,8% de sua capacidade
Por: R7
São Paulo deve viver em setembro um momento decisivo para a crise a água: considerando o histórico dos últimos cinco anos do reservatório da Cantareira, trata-se do mês cujo o nível da bacia mais recua.
Entre 2009 e 2013, a bacia perdeu, em média, durante o mês de setembro 6% de seu reservatório. Em agosto, a queda média no período é de 5%. Outubro costuma registrar um recuo de 4%. A situação do reservatório só tende a melhorar, segundo o histórico da Cantareira, entre dezembro e janeiro.
A queda histórica no mês ocorre apesar de setembro ter em uma média pluviométrica no Sistema Cantareira duas vezes maior que em agosto. O índice de de setembro é 91,9 mm, enquanto a de agosto é 36,9 mm. A taxa, porém, fica distante da média histórica dos meses mais chuvosos, como dezembro (226,8 mm), janeiro (259,9 mm), e de fevereiro (206,5 mm).
Para ela, a única solução no momento é economizar água.
— Nós dependemos de um tipo de chuva, como as de frentes frias, para que chova durante vários dias. Esse tipo de chuva encharca o solo, mas ocorre geralmente em janeiro.
Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), foi solicitada, de maneira preventiva, a retirada de 106 bilhões de litros de água de uma segunda reserva técnica do Sistema Cantareira.
De acordo com a empresa, a obra foi autorizada pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), mas ainda não há data para começar. Também não há previsão para retirada do volume morto no Sistema Alto Tietê.
A partir do dia 11 de julho, o Sistema Cantareira passou a utilizar apenas água do volume morto. O sistema atingiu a capacidade de 18,7% no dia anterior e zerou virtualmente seu volume útil. Esse percentual inclui o volume morto, que conta com 182,5 bilhões de litros de água.
Previsão para setembro
De acordo com o CGE (Centro de gerenciamento de Emergências), a tendência é de que a chuva em setembro fique dentro da média esperada, que é de 67,6 mm. Em setembro, costuma chover mais do que em agosto e em julho, mas ainda é considerado um mês de estiagem. Estas mudanças de tempo ocorrem principalmente por causa da chegada da primavera.
Já para o meteorologista Willians Bini, da Somar Meteorologia, a previsão não indica um cenário animador para os próximos 30 dias.
A Sabesp reafirmou, em nota, que o abastecimento de água está garantido até março de 2015. A partir deste mês, o processo de transferência passa a contar com água do Rio Grande e, em outubro, do Guarapiranga. Desta forma, cerca de 500 mil moradores de áreas atendidas pelo Cantareira receberão água de outros reservatórios. Com isto, a população atendida pelo Cantareira será reduzida de 8,5 milhões de pessoas para 6 milhões.



