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Polícia de Mato Grosso do Sul intensifica fiscalização contra abate clandestino de animais

14/08/2014 – Atualizado em 14/08/2014

Policiais promoveram ações em Glória de Dourados, Deodápolis, Jateí e Vicentina

Por: Correio do Estado

A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) intensifica a fiscalização no Estado para coibir a prática de abate clandestino de animais.

Em conjunto com fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro) e Vigilância Sanitária Estadual, policiais promoveram ações nos municípios de Glória de Dourados, Deodápolis, Jateí, Vicentina, além dos distritos e vilas da região.

O trabalho, que ocorreu na última semana e só foi divulgado hoje (14), teve como objetivo o combate aos crimes de relações de consumo, trânsito e comércio irregular de animais, produtos e subprodutos de origem animal clandestinos.

Balanço

Em Jateí, policiais apreenderam num comércio mais de 200 quilos de carne bovina que era vendida sem a inspeção do órgão sanitário oficial. Na propriedade rural do dono do estabelecimento, foi apreendida uma talha, objeto utilizado no abate clandestino de animais. Já na casa do comerciante, foram encontrados 172 couros bovinos em processo de conservação. O material foi apreendido porque o proprietário não apresentou licença para a atividade.

Em Lagoa Bonita, distrito de Fátima do Sul, foram apreendidos 275 quilos de carne bovina, que era vendida sem comprovação de origem e inspeção sanitária. Na propriedade rural do dono do estabelecimento, foram apreendidos 17 couros bovinos em processo de conservação, que estavam armazenados num cômodo de madeira, junto com restos de animais em decomposição, ossos, sangue e vísceras, demonstrando a prática de abate clandestino de animais no local.

Os responsáveis pelos estabelecimentos responderão a procedimento administrativo junto à Vigilância Sanitária Estadual e a Iagro. Também responderão a inquérito policial por crime contra as relações de consumo, cuja pena varia de 2 a 5 anos de prisão, em caso de condenação.

Alerta

Polícia e órgãos sanitários orientam a população a não consumir produtos de origem não comprovada porque podem acarretar doenças, como brucelose, tuberculose, cisticercose, além de transtornos gástricos, tais como diarreia, vômitos, podendo levar a morte.

divulgação

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