13/08/2014 – Atualizado em 13/08/2014
Em meio aos procedimentos antecedentes ao enterro os familiares tiveram o corpo do falecido levado pois faltava um laudo do IMOL
Por: Ray Santa Cruz
Uma história curiosa chamou a atenção dos moradores de Três Lagoas, neste último domingo (10), Dia dos Pais. O velório de um senhor de 80 anos foi interrompido porque o corpo precisou ser levado ao IMOL (Instituto Médico Odontológico Legal) para passar por uma necropsia. De acordo com uma funcionária da Funerária responsável pela remoção do corpo, o caso ocorreu devido a um erro do Hospital cujo, o idoso estava internado após sofrer um assalto e ser violentamente espancado no dia 03 de agosto.
RELEMBRE O CASO
Por volta das 09h30min do último dia 03 (domingo), a vítima estava em sua residência na Rua Albatroz, no bairro Vila Popular quando teve o imóvel invadido por um criminoso.
No momento do crime, o idoso assistia televisão, quando o assaltante, aparentando ser alto e magro, desferiu um golpe na região de sua cabeça, dizendo que o entregasse todo o dinheiro arrecadado de um baile da terceira idade, promovido em seu estabelecimento comercial, situado no terreno de sua residência.
O idoso resistiu ao crime, fato este fez com que o invasor ficasse irritado vindo a fazer novos violentos golpes contra a vítima. Já com muita dor e caído no chão, com lesões nos olhos, boca, cabeça e cortes do braço esquerdo, a vítima entregou uma quantia no valor de R$1.300,00 reais, e o autor foi embora tomando rumo ignorado.
Na ocasião, uma guarnição da Polícia Militar, foi acionada via Copom (Centro de Operações da Policia Militar) e realizaram diligências pelo local, mas o autor não foi encontrado. A vítima foi socorrida por uma equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), e encaminhada ao Hospital Auxiliadora, recebeu cuidados médicos.
DRAMA e MORTE
A filha de Emilio Vicente que é servido pública, contou que o pai foi levado no dia 06 de agosto (quarta-feira) para o Hospital Universitário de Campo Grande, a cerca de 335 quilômetros de Três Lagoas. Porém, ao chegar no local o médico plantonista olhou a tomografia do paciente e não quis recebê-lo, dizendo que a equipe que atendeu o mesmo em Três Lagoas deveria ter feito um procedimento de drenagem na cabeça do idoso. O médico de Campo Grande, afirmou que não havia sequer um encaminhamento para o procedimento e por isso pai e filha teriam que voltar para o município.
Sem dinheiro para fazer o procedimento na Capital e sem alternativas, os dois voltaram para Três Lagoas, na esperança de que os médicos locais, fizessem o recomendado pelo colega de profissão.
Emilio Vicente, retornou ao Hospital Auxiliadora, ficou internado e permaneceu por mais três dias no Hospital recebendo medicamentos para dor, segundo a própria filha.
O aposentado não resistiu aos ferimentos e faleceu no sábado (09).
FALTA DE LAUDO CAUSA-MORTE E CONFUSÃO NO VELÓRIO
Após a constatação da morte, o corpo do idoso permaneceu no Hospital sendo liberado diretamente para a funerária e para a família. O que segundo uma funcionária da prestadora de serviços fúnebres foi um erro já que, o corpo deveria ter sido encaminhado para o IMOL (Instituto Médico Odontológico Legal) para necropsia e emissão do laudo da causa morte, assinalado por um médico especialista. O idoso sofreu um espancamento e devido a gravidade dos ferimentos, antecedentes a morte ele teria que ser levado para o Instituto.
O corpo estava sendo velado na casa do falecido, já no domingo (10) Dia dos Pais, e como se não bastasse o sofrimento dos filhos e parentes perante o ocorrido, uma equipe funerária compareceu novamente ao endereço por volta das 13:00 horas para retirar o corpo e encaminhá-lo ao IMOL.
A filha do falecido, afirma que o desespero e dor foram maiores, “será que nem depois de morto meu pai pode descansar!”, horas depois de ter sido retirado do local, finalmente o corpo retornou ao ambiente e os familiares puderam prestar as últimas homenagens. O enterro aconteceu na manhã da segunda-feira (11).
MEDO
Os filhos do falecido estão com muito medo, e temem que o assaltante volte a residência mais uma vez, para represálias.
O fim dessa história ainda não terminou, já que as investigações para descobrir o autor do crime estão sendo feitas pela S.I.G..Somente esse ano foram registrados 14 homicídios em Três Lagoas, este é o primeiro latrocínio ocorrido. Informações podem ser repassadas a Polícia pelo telefone 67 3929 1173, não é preciso se identificar na chamada.



