08/08/2014 – Atualizado em 08/08/2014
Por: Correio do Estado
Sendo eleito governador de Mato Grosso do Sul, o candidato Nelsinho Trad (PMDB) vai construir cinco centros para tratamento de dependentes químicos no Estado, sendo em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas e Corumbá, além de buscar a parceria de igrejas e instituições para enfrentar este problema que preocupa toda a sociedade: a questão das drogas.
“É uma realidade que temos que enfrentar, por isso vamos propor centros de recuperação de dependentes químicos para ajudar a recuperar aqueles que infelizmente se envolveram com drogas” afirmou Nelsinho. “Vamos também criar o Consultórios de Rua, principalmente nos municípios com adesão ao plano Crack, É Possível Vencer, tais como Campo Grande e Dourados”, acrescentou.
A ideia de Nelsinho Trad é que igrejas e instituições que já atuam na área de recuperação de dependentes sejam parceiras na implantação destas unidades regionais para o tratamento e o resgate de dependentes químicos. “E o Governo vai atuar na estrutura, cofinanciamento e na gestão multidisciplinar destes locais”, explicou Nelsinho, durante reunião esta semana com funcionários de uma empresa juntamente com a candidata a senadora Simone Tebet (PMDB) e o deputado estadual Márcio Fernandes (PTdoB), candidato à reeleição.
Tais unidades serão todas equipadas e contarão com profissionais preparados para garantir o tratamento adequado e também orientar os familiares, já que o envolvimento de um membro afeta, geralmente, toda a família. Conforme plano de governo do candidato, serão implantados também novos pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e novos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) que atendem pessoas de todas as faixas etárias que apresentem problemas com álcool e outras drogas, e que funcionam 24 horas por dia, com 12 leitos para acolhimento noturno de pacientes em crises agudas por intoxicação de substancias psicoativas.
De acordo com o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família) feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo menos 28 milhões de famílias tem alguém que é dependente químico. Estima-se que mais de 8 milhões de pessoas (5,7% dos brasileiros) sejam dependentes de álcool, ou de maconha ou de cocaína.



