25.1 C
Três Lagoas
segunda-feira, 29 de junho, 2026

Obra que desabou em Aracaju era tocada sem engenheiro e tinha um andar a mais do que o previsto

22/07/2014 – Atualizado em 22/07/2014

A Polícia Civil e o Crea-SE abriram processos para investigar o acidente

Por: Estadão Conteúdo / R7

A obra do prédio que desabou no sábado (19), em Aracaju, soterrando uma família de quatro pessoas e matando o bebê de 11 meses do casal, era tocada sem o acompanhamento de um engenheiro e havia um andar a mais — quatro, em vez de três — do que a estrutura suportava. As informações são de representantes do Crea-SE (Conselho Regional de Engenharia de Sergipe), que estiveram nesta segunda-feira (21), com o Corpo de Bombeiros, no local onde o prédio desabou.

O presidente do Crea-SE, Jorge Silveira, montou uma equipe de profissionais que continuará a investigação sobre as causas do desabamento. Além de apurar se os projetos estavam compatíveis com o que era executado, o grupo vai avaliar se prédios próximos foram afetados pelo desabamento.

Neste domingo (20), a SSP-SE (Secretaria de Segurança Pública de Sergipe) designou o delegado Valter Simas para investigar quem são os responsáveis pela queda do edifício, no bairro de Coroa do Meio, zona sul da capital.

O delegado fez uma vistoria no local, em companhia de um perito criminal, e se reuniu com o Crea. Simas disse que vai interrogar o dono do imóvel — que até agora não teve o nome divulgado —, o engenheiro responsável pela obra e as três vítimas.

Nas ATRs (Anotações de Responsabilidade Técnica) da obra, constam como responsáveis o engenheiro Antônio Carlos Barbosa de Almeida e o arquiteto Herval de Oliveira Santa Rosa. O secretário adjunto da Segurança Pública, João Batista Oliveira Júnior, afirmou que há indícios de negligência na execução da obra e suspeita de uso incorreto de material para erguer o edifício.

Visita

Quatro pessoas ficaram soterradas com o desabamento, e o resgate das vítimas durou cerca de 35 horas. O bebê Ítalo Miguel, de 11 meses, não resistiu e morreu. No domingo, o ajudante de pedreiro Josevaldo da Silva, de 24 anos, a sua mulher, Vanice de Jesus, de 31, e a filha do casal, Ana Gabrielli, de 8, receberam a visita de um grupo de bombeiros no hospital onde estão internados. A garota ganhou presentes dos militares.

Silva, bastante emocionado, disse que dormia no prédio havia quatro meses e tinha o consentimento do dono do imóvel. No sábado (19), ele notou que o reboco da parede estava caindo. Com relação às horas que passou soterrado com a família, ele disse que chegou a delirar, porque faltava oxigênio.

— Eu ficava imaginando muitas saídas e tentava sair sozinho, mas era impossível. Agradeço a equipe maravilhosa que nos salvou. Infelizmente, o bebê não conseguiu ser salvo.

Reprodução

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Sargento da Polícia Militar baleado em ação policial segue com quadro estável

O sargento da Polícia Militar, de 40 anos, baleado durante uma ação contra suspeitos na madrugada desta segunda-feira (29), em Água Clara, permanece internado...

Brasil vence o Japão de virada e garante vaga nas oitavas da Copa do Mundo

A Seleção Brasileira está classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em uma partida bastante disputada nesta segunda-feira (29),...

Arte, criatividade e talento marcam abertura da mostra “Arte Orgânica” no Paço Municipal de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura (SETURC), convida a população para prestigiar a Primeira Mostra de...