25/06/2014 – Atualizado em 25/06/2014
Homem pode ter sido assassinado a pauladas em local frequentado por usuários de drogas
Limpador de terrenos encontrou o cadáver em estado de decomposição
Por: Diário Digital
A Polícia Civil de Campo Grande investiga um achado de cadáver na obra parada de um posto de combustíveis, na Avenida Guaicurus, próximo ao Museu José Antônio Pereira, na Capital. A suspeita é de que a vítima do sexo masculino tenha sido assassinada a pauladas.
O corpo foi encontrado na tarde de hoje por um limpador de terrenos que carpia a área externa da obra. Incomodado com o cheiro forte que vinha de dentro do prédio, ele se aproximou e deparou-se com o cadáver em estado de decomposição.
O trabalhador telefonou para a proprietária do local. Assustada com o acontecimento, a mulher acionou a polícia no mesmo instante. Ela relatou à reportagem desconfiar que o homem encontrado morto seja usuário de drogas.
“Isso porque eu sei que outros usuários já se abrigaram aqui. Inclusive, furtaram tudo o que eu deixei aí dentro como cimento, tijolos e até a cerca de arame”, lamentou.
O delegado João Reis Belo, da 5ª Delegacia de Polícia da Capital, vistoriou o local com sua equipe. Até a publicação desta reportagem ele ainda aguardava a chegada da perícia e não havia a identificação da vítima.
O delegado evitou levantar suspeitas sobre a causa da morte, mas também considerou a possibilidade de ligação do fato com o uso de drogas. “O local é aberto convidativo para usuários”, disse.
Segundo a proprietária, nas paredes há marcas de tiros, pois recentemente bandidos armados dispararam contra o local, no que pode ter sido uma briga entre gangues. A obra estava parada há cerca de seis meses enquanto ela aguardava o financiamento bancário para concluir o prédio. “Eu encomendei o serviço de limpeza porque agora eu poderia retomar”, explica.
Proprietário da oficina Gimenes, localizada há poucos metros da obra do posto, Rafael da Silva Gimenes, 34 anos, confirma a presença de usuários de drogas no local. “Recentemente eu ouvi disparos por volta das 22 horas. Isso aqui é muito perigoso”, relata.
Gimenes que mora na região há 20 anos conta que há outras obras paralisadas nas imediações que também servem de abrigo para marginais. “Há cinco meses, um homem foi espancado em uma destas obras. Outro problema é a iluminação precária que contribui para a criminalidade”, reclama.



