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sexta-feira, 27 de fevereiro, 2026

“Folgas”, dormentes quebrados e falta de parafusos podem ocasionar tragédia

02/06/2014 – Atualizado em 02/06/2014

O objetivo da matéria é chamar a atenção das autoridades e alertar quanto ao problema

Por: Da Redação/MC com fotos de Vitor Rafael

Muitos rio-pretenses não se esquecem da tragédia que aconteceu no dia 24 de novembro de 2013 em que um trem da América Latina Logística (ALL) descarrilhou e matou oito pessoas. Conforme foi confirmado pela perícia paulista, as causas do acidente foram às deformações dos trilhos que provocados pela má conservação e infiltração das águas de chuva e esgotos.

Segundo o laudo, a infiltração causou ao longo do tempo um fenômeno chamado subsidência, que é o movimento de uma superfície à medida que ela se desloca para baixo. O problema pode fazer com que as rodas não se encaixem perfeitamente nos trilhos causando um descarrilamento.

EM TRÊS LAGOAS

O acidente em Rio Preto parece que não mudou muito a rotina e as regras de segurança da empresa ALL.

Conforme mostram as imagens, dormentes estão quebrados, faltam parafusos em grande parte das presilhas que prendem os trilhos, entrou outros.

A situação fica mais complicada com o flagrante de grandes espaços entre um encaixe e outro provocando uma grande “folga” entre as emendas. Mediante isto, a população que reside às margens da malha ferroviária que corta a cidade de Três Lagoas já denunciou em outra oportunidade os problemas existentes ao longo dos trilhos, principalmente na região do bairro Santa Terezinha, ao lado da Rua Custódio Andries, altura do nº 278.

Até o momento, a empresa ALL e nenhuma autoridade municipal ou estadual tomaram providencias ou exigiram as devidas manutenções para evitar possíveis acidentes.

Para os habitantes que residem na região, basta rezar e torcer para que tragédias não aconteçam em Três Lagoas como ocorreu em Rio Preto, no interior paulista.

No acidente em Rio Preto no dia 24 de novembro de 2013, um consultor que exercia suas atividades em Três Lagoas ficou ferido e perdeu a mulher e filha de 16 anos. Ronaldo Vagner Batista, dono da Empresa Vigilância Digital ainda se recupera do trauma sofrido naquele ano.

Marcos Lavezo

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