20/05/2014 – Atualizado em 20/05/2014
O valor de cada atestado e a quantidade de folhas que foram vendidas está sendo apurada pela polícia, que não descarta a possibilidade do crime ter a participação de outros envolvidos do alto escalão da prefeitura e um médico
Por: Da Redação/MC
Uma servidora pública municipal de Três Lagoas foi presa nesta segunda-feira (19) pela Polícia Civil e mediante a constatação do crime foi indiciada pela prática de falsidade ideológica e peculato, cujas penas são de 02 a 12 anos de prisão e 01 a 05 anos de prisão, respectivamente.
Apesar do flagrante, as mulheres foram indiciadas e responderão pelos crimes em liberdade. A descoberta dos delitos feitos pela servidora foi através da constatação de um atestado médico falso que foi apresentado em uma fábrica no Distrito Industrial de Três Lagoas. Na ocasião foi presa L.J.S de 30 anos.
DILIGÊNCIAS
Ao ser indagado sobre o documento, a desempregada confessou que era falso e disse que teria conseguido através da amiga e servidora pública, J.M.S de 31 anos.
Em diligências até a casa da suspeita, a polícia aprendeu um carimbo e um talonário de atestado médico da prefeitura municipal.
Para a polícia, a servidora – que exercia um cargo de confiança na Secretária de Saúde, no prédio central da prefeitura – disse que já havia trabalhado na seção de agendamentos médicos da prefeitura e, aproveitando do cargo, confessou que se apoderou de um talão de atestado médico, bem como do carimbo e passou a emitir atestados falsos.
O profissional de saúde que teve o nome usado na farsa não teve envolvimento na atitude da suspeita. O valor de cada atestado e a quantidade de folhas que foram vendidas está sendo apurada pela polícia, que não descarta a possibilidade do crime ter a participação de outros envolvidos do alto escalão da prefeitura.
Após uma breve oitiva, a servidora também indicou outras pessoas que teriam recebidos esses documentos e apresentados em outras empresas da cidade e, inclusive, citou um médico com quem teria conseguido um atestado falso.
“Diligências prosseguem com objetivo de identificar outros indivíduos e profissionais de saúde que estariam emitindo atestados, bem como quem vem se beneficiando de tal prática ilícita”, explicou o Dr. Ailton Pereira de Freitas, delegado da Polícia Civil.
SECRETÁRIA DE SAÚDE
Diante o crime, a Rádio Caçula procurou a Secretária de Saúde, Eliane Brilhante que comentou sobre o caso dizendo que tomou conhecimento da notícia nesta terça-feira (20) através do programa “Ronda Policial”, apresentado na emissora de segunda à sexta-feira das 12h às 13h.
“Até o momento não fui informada oficialmente sobre o episódio envolvendo a servidora. Quando for notificada, tomarei as medidas legais contra a funcionária, apesar de ser concursada na prefeitura. Não admito em hipótese alguma este tipo de conduta ilícita”, informou a secretária.
Nesta terça-feira, a servidora indiciada não foi ao emprego, pois segundo as companheiras de trabalho, sua avó faleceu na data de hoje.




