18/05/2014 – Atualizado em 18/05/2014
Por: Da Redação/MC / Fotos: Jessica Barbosa
No VIII Encontro Regional do Pensando MS, em Três Lagoas, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) disse ser necessário recolocar Mato Grosso do Sul no rumo do desenvolvimento.
“36 anos atrás, MS era a grande promessa de desenvolvimento. Éramos o irmão rico e o norte (hoje Mato Grosso), o irmão pobre. Hoje, temos o pior PIB da região Centro-Oeste. Se não fizermos nosso papel, se não tivermos um planejamento estratégico responsável, daqui a 30 anos podemos piorar”, lamentou Reinaldo. “Esse sonho depende de cada um de nós para acontecer”.
Reinaldo destacou que o PSDB criou o Pensando MS com o objetivo de construir um planejamento para Mato Grosso do Sul com base nas prioridades elencadas pela população. “Criamos o Pensando MS para ouvir as pessoas, para debater, construir um planejamento estratégico, transformar este Estado. Mato Grosso do Sul precisa retomar o rumo do desenvolvimento, sem deixar nenhuma região para trás.”
Potenciais
Reinaldo citou os potenciais da região de Três Lagoas. “Temos gente trabalhadora, terras férteis e clima favorável. Mesmo assim, importamos do Paraná e de São Paulo a maior parte dos hortifrutigranjeiros que consumimos. Isso quer dizer que estamos gerando empregos e riqueza nos estados vizinhos”, disse.
O tucano defendeu a implantação de computadores em assentamentos, para levar informação e novas tecnologias ao pequeno produtor, falou da dívida da Educação com as crianças e adolescentes que vivem na zona rural, destacou a necessidade de qualificar a mão de obra local.
Conforme o deputado, muitos municípios da região sofrem com o desemprego. “Vem indústrias para Três Lagoas, mas os postos de trabalho com salários mais altos são preenchidos com pessoas de fora do Estado. E fica para os moradores os empregos com salários menores. Não queremos isso. Precisamos de qualificação profissional para ocupar essas vagas e distribuir a riqueza ente a nossa gente”.
“Governo deve reduzir ICMS para estimular cometitividade”, diz Reinaldo Azambuja
Mais uma vez, Reinaldo Azambuja insistiu na necessidade de reformular a política tributária no Estado, durante o 8° Encontro do Pensando Mato Grosso do Sul, em Três Lagoas.
“Estamos perdendo competitividade por falta de visão dos governantes. Se reduzirmos a carga tributária, o consumo vai aumentar, não vamos perder receita. Temos o exemplo de São Paulo, que um ano depois de reduzir a alíquota de vários produtos, viu aumentar a arrecadação de ICMS desses mesmos produtos. Diminuiu a sonegação e aumentaram as vendas”.
Sobre o setor de Saúde, elencado como prioridade número 1 nos levantamentos do Pensando MS em todas as regiões, Reinaldo disse que o Estado repassou só 8,7% do orçamento para Saúde. “Mato Grosso do Sul está em 25º lugar no País em volume de investimentos. Isso é um desrespeito com a população, que elencou Saúde como prioridade no Estado”, criticou.
“Quando o Estado está ausente, a conta fica só para o município o município não dá conta. Quem sofre com esse jogo de empurra é o cidadão, que no momento de maior fragilidade se vê desamparado. Isso é desumano,” afirmou.
“Precisa estruturar os hospitais regionais, fazer pólos de diagnóstico regionalizados. Hoje só tem os prédios. Precisa dentro do prédio os equipamentos e os profissionais para atender. E para isso, precisa de investimentos do Estado”.
O 8° Encontro do Pensando Mato Grosso do Sul – Região do Bolsão. Foi realizado no sábado. Participaram do evento moradores dos onze municípios da região do Bolsão inclusos nesta etapa do Pensando MS. Também estiveram no evento lideranças de diversos partidos, como o presidente do DEM, Luiz Henrique Mandetta, o deputado estadual Zé Teixeira, o presidente estadual do PPS, Athayde Nery, além de prefeitos e vereadores de vários partidos.
Na sexta-feira, em Três Lagoas, Reinaldo se reuniu com jornalistas, vereadores e lideranças comunitárias. À tarde, Reinaldo visitou bairros para conversar com os moradores sobre os problemas e prioridades da região. O descaso com a saúde pública, melhorias no setor educacional e a falta de Segurança Pública eficaz foram as principais reclamações.

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