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Mais de um mês da morte de bebê que teve “órgãos desaparecidos” no HR, corpo é liberado

07/05/2014 – Atualizado em 07/05/2014

Por: MidiaMax

O corpo da criança recém-nascida, que morreu no dia 10 de abril, no HR/MS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) foi liberado na manhã de hoje. Mais de um mês da morte do menino, que ainda não teve um laudo conclusivo sobre a “causa mortis” pelos legistas do local, pois os órgãos do bebê desapareceram antes de chegar ao Imol (Instituto Médico-Odontológico Legal).

Por conta desta confusão, só agora os pais tiveram direito ao corpo do filho, que supostamente teria morrido afogado, conforme laudos feitos dentro do hospital e informado a família. A princípio, o caso de embolia pulmonar não foi confirmado pelos legistas por falta dos órgãos necessários que não foram entregue ao instituto.

CASO

Um dia após dar à luz, Liane Botelho de Moura e Júlio César Ramires dos Santos foram comunicados de que o filho havia morrido, por afogamento, enquanto mamava. A mulher estava desacompanhada na enfermaria e uma enfermeira teria colocado o bebê para amamentar, porém, a mãe estava sob efeito de anestesia.

Com isso, a equipe médica constatou que a criança havia morrido por afogamento. Além disso, foi atribuída a culpa à família por não ter um acompanhante com a mulher no momento em que ela estava na enfermaria, após o parto.

O hospital não informou se é procedimento deixar a criança para mamar sozinha, com a mãe em estado de anestesia logo após o parto, quando esta não está acompanhada. Além disso, os pais afirmam que o hospital insistiu em fazer a perícia sobre a causa da morte da criança, fato que foi admitido pela família, que estava abalada, conforme informações contidas no boletim de ocorrência de “morte a esclarecer”, na 5ª Delegacia da Polícia Civil, do Bairro Piratininga, região sul de Campo Grande.

O diretor do HRMS, Rodrigo Aquino afirmou que não são feitos exames necroscópicos no hospital. “Não existe fazer isso dentro de um hospital. Isso é um fato inadmissível”, frisa o administrador.

A assessoria do hospital, já havia declarado que não houve irregularidade na entrega do corpo. Segundo o assessor, o hospital ainda não foi comunicado pelo Imol sobre a suposta ausência dos órgãos do bebê.

Sobre a possível negligência, o Hospital Regional afirmou que instaurou sindicância administrativa para investigar os procedimentos de atendimento do paciente, para ver se havia de fato a necessidade de acompanhamento.

O caso foi denunciado pela Associação de Vítimas de Erros Médicos, que apontou o HR de supostamente entregar o corpo de um bebê sem os órgãos ao Imol. A criança morreu enquanto a mãe a amamentava logo após o parto.

DECLARAÇÕES

O Midiamax apurou que dois médicos legistas teriam participado da necropsia e constataram que o recém-nascido estaria sem ‘alguns órgãos’. Pela falta, supostamente dos pulmões, não teria sido possível determinar se a causa da morte foi realmente afogamento.

A morte do bebê aconteceu no dia 10 deste mês e o caso foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia da Capital, que está sendo investigado pelo delegado, Daniel da Silva, que disse ao Midiamax que o procedimento para investigar a morte do bebê já foi instaurado e que foram determinadas diligências para apurar o caso, porém o laudo do Imol ainda não chegou à delegacia.

“Ainda dependemos das respostas do hospital e do Imol. Precisamos dos documentos, só com as testemunhas não é possível dar continuidade”, diz.

Consta no boletim de ocorrência que o médico do hospital teria insistido para que a necropsia do bebê fosse feita no local. Diante da insistência do médico, o pai autorizou o procedimento.

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