06/05/2014 – Atualizado em 06/05/2014
Revoltado, o aposentado diz que não sabe mais a quem recorrer
Por: Camila Nogueira com informações de Fábio Campos
Na manhã dessa terça-feira, Carlos Vicente Senna de 76 anos, procurou a Redação da Rádio Caçula, inconformado e buscando uma solução para seu problema.
O idoso contou que há mais de três anos ele e sua esposa passam por transtornos devido a perturbação de sossego por parte dos vizinhos e mesmo tendo pedido ajuda da justiça, nada foi resolvido. Carlos mora na Rua Alexandre Abrão, no Bairro Nossa Senhora das Graças, e em frente a sua residência existe um estabelecimento comercial, que funciona como uma espécie de petiscaria.
Segundo Boletim de Ocorrência, registrado em 15 de janeiro de 2011, as quartas, sextas e sábados o estabelecimento promove festas com músicas altas, onde pessoas acabam gritando e fazendo algazarra. O aposentado e sua esposa já haviam reclamado com o proprietário do local, de 25 anos, e tentaram um acordo, mas segundo o idoso o mesmo se recusou.
Ainda conforme o Boletim, o local é totalmente aberto, não tem abafadores de som e perturba várias residências na região, mas outros moradores do bairro não denunciam por medo de represálias por parte dos donos e frequentadores. A casa do aposentado já foi depredada com pedras em uma ocasião.
A maior reclamação do senhor é que, no inicio em 2011, ele chamava a Polícia e era atendido, mas atualmente isso já não acontece mais. “Antes, as viaturas se deslocavam ao local, pediam para que o som fosse diminuído, e a situação se acalmava. Em uma dessas vezes, o local foi fechado por 80 dias, e os aparelhos de som apreendidos” afirma o aposentado. No entanto, o idoso diz que quando o local foi reinaugurado a situação ficou pior, o barulho piorou e as festas se tornaram mais freqüentes.
O aposentado já não sabe mais a quem recorrer, ele afirma que uma audiência marcada para o dia 14 de março de 2011 nunca chegou a acontecer, já que o autor, não compareceu, e as medidas não puderam ser tomadas.
O idoso se questionou sobre a existência de um alvará de funcionamento no local. A Rádio Caçula entrou em contato com o Corpo de Bombeiros, e de acordo com informações do Tenente Domingos o idoso deve levar o Boletim de Ocorrência até o Batalhão, para formalização de um pedido de fiscalização ao comércio, depois disso uma equipe específica será acionada e direcionada ao local, para que essa verificação possa acontecer.
Senna relata que mora em Três Lagoas há mais de 45 anos, mas que está horrorizado com esse tipo de situação na cidade. O aposentado se emocionou e declarou que ele e a esposa estão desesperados e nunca pensaram que passariam por uma situação como essa.



