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Caso Erlon: Família de empresário morto participa de caminhada por justiça em MS

14/04/2014 – Atualizado em 14/04/2014

Família de empresário morto participa de caminhada por justiça em MS

Ato público foi realizado na manhã de domingo, em Campo Grande.

Parentes de outras vítimas da violência também estiveram presentes.

Por: G1

Em memória ao empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, morto após ter o carro roubado em Campo Grande, familiares, amigos e conhecidos dele se reuniram com parentes de outras vítimas da violência na manhã deste domingo (13). Juntos, fizeram uma caminhada pelas ruas do Centro de Campo Grande pedindo justiça e pena máxima para os suspeitos do crime.

Com faixas, cartazes e fotos de Erlon, a passeata começou por volta das 9h30 (de MS), em frente ao Paço Municipal, e terminou no Parque das Nações Indígenas. Everton Patrick Bernal, irmão do empresário, ressaltou a injustiça cometida contra Erlon.

“Viemos cobrar o fim da impunidade, porque não é justo um pai de família, trabalhador, homem do bem, ser morto e os criminosos saírem da cadeia em pouco tempo. Nós, homens do bem, precisamos de segurança e justiça. A dor da família fica para sempre”, refletiu.

Sobre a superação do momento de dor, Everton disse que a família tem apoio de amigos e parentes e busca forças na fé. “Só Deus para dar forças para a gente sair de casa todos os dias e continuar a nossa vida sem ele”, lamentou.

A manifestação teve apoio do movimento “Mães da Fronteira”, criado depois dos assassinatos dos jovens Breno Luigi Silvestrini e Leonardo Batista Fernandes, mortos por criminosos que roubaram o carro em que eles estavam. A iniciativa partiu das mães das vítimas, Lilian Silvestrini e Ângela Fernandes, respectivamente.

“É uma dor que não se explica, porque é contra a ordem natural da vida os pais enterrarem seus filhos”, afirmou Lilian. Ao comentar sobre a participação no ato em memória de Erlon, Lilian afirmou que é uma maneira de prestar apoio à família do empresário.

“Estamos aqui pedindo que a sociedade acorde. Temos que escolher o que queremos para os nossos filhos. E queremos segurança”, ressaltou.

Mãe de Leonardo, Ângela Fernandes lembra da luta pelo fim da impunidade. “As pessoas precisam entender que o fim da impunidade depende de nós, de cada um. O que tem que mudar é a forma de punir. Nós, do movimento Mães da Fronteira, somos contra a pena de morte ou a redução da maioridade penal. O que pedimos é que os criminosos trabalhem, não para diminuiu a pena, mas para pagar o arroz e o feijão que eles comem”, propôs.

Também participaram do ato de homenagem famílias de outras vítimas da violência, como a do comerciante Roberto José Rech, morto a tiros por um vizinho, e a família da modelo Eliza Samúdio.

Passeata pelo fim da impunidade (Foto: Gabriela Pavão / do G1 MS)

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