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Presos policiais militares acusados de torturar adolescente que veio a óbito

11/02/2014 – Atualizado em 11/02/2014

Presos policiais militares acusados de torturar adolescente que veio a óbito em Anaurilândia

Por: Midiamax

O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) auxilia no cumprimento de mandados de prisão preventiva de três policiais militares em Anaurilândia, a 372 quilômetros da Capital. Os policiais são suspeitos de torturar o adolescente Bruno Gabriel Olavo da Silva de 16 anos, que veio a óbito.

De acordo com as investigações no dia 07 de janeiro de 2014, durante diligências a respeito do furto de duas motocicletas em Anaurilândia, os policiais abordaram o adolescente Bruno Gabriel Olavo da Silva. Este, ao notar a chegada dos policiais em sua casa, evadiu-se, sendo perseguido por eles, que efetuaram disparos de arma de fogo.

Na ocasião, os policiais militares Daniel Caldeira de Oliveira, Daniel Paes da Fonseca e Lindolfo Lemes Fernandes Júnior que se encontrava de folga e à paisana (sem farda) alcançaram o adolescente e passaram a agredi-lo, com o objetivo de obter dele a sua confissão ou informações sobre o crime investigado.

A violência física foi tamanha que a vítima não conseguiu caminhar até a viatura, para onde foi carregado pelos policiais militares e encaminhado, sem que existisse mandado de apreensão ou situação de flagrância, para a Delegacia de Polícia. Nesta, os policiais militares deixaram o adolescente em uma cela, passando mal, e foram ao encalço de outros suspeitos dos furtos.

A vítima, porém, teve que ser socorrida pelo investigador de polícia Antonio Luiz dos Santos, que estava de plantão. Os policiais militares ora requeridos retornaram à unidade policial, de onde levaram o adolescente ao hospital Sagrado Coração de Jesus. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e faleceu no mesmo dia.

A certidão de óbito existente no inquérito policial atesta como causa da morte do adolescente “Hemorragia Interna Aguda – Choque hipovolêmico – Trauma Abdominal Fechado Ação Contundente”.

Em razão da gravidade dos fatos, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, através do Promotor de Justiça Magno Oliveira João, representou pela prisão preventiva dos policiais militares, a qual foi decretada pelo Juiz de direito da vara única da comarca de Anaurilândia. Eles foram encaminhados ontem (10) para o Presídio Militar de Campo Grande.

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