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Brics não são menos vulneráveis a riscos globais

Economia – 20/02/2012 – 17:02

Os países do grupo conhecido com Bric -Brasil, Rússia, Índia e China- não se tornaram menos vulneráveis aos choques da economia mundial apesar do forte crescimento nos quatro últimos anos, mostrou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

A consultoria de risco Maplecroft informou que seu Atlas de Risco Global, que destaca fatores potencialmente desestabilizadores nas principais economias do planeta, constatou que esses países não estavam menos suscetíveis de potenciais choques econômicos ou na segurança interna do que em anos anteriores.

“Num momento em que as esperanças de recuperação da economia mundial estão depositadas nos Brics, os investidores e empresas que buscam novos mercados de elevado crescimento e alto risco precisam estar conscientes da resiliência limitada deles a riscos globais”, afirmou por meio do relatório a CEO da Maplecroft, Alyson Warhurst.

“A resiliência de um país a choques internos e externos é construída ao longo do tempo. Assim, à medida que o risco do ambiente político melhora nos Brics, nós poderemos ver a resiliência se fortalecer, mas nossos resultados demonstram que isso ainda está para acontecer.”

Para algumas dessas economias emergentes, a governança e as reformas não acompanharam o crescimento econômico, o que as deixa vulneráveis a riscos potenciais, tais como terrorismo e mudanças climáticas, constatou o estudo.

Segundo o relatório, Índia e Rússia estão entre 41 países classificados como “de risco elevado” por causa de alguns fatores identificados como frágil governança, corrupção sistêmica e terrorismo.

A China também está exposta a questões de segurança, mas é classificada como “de risco médio” por ser improvável que enfrente uma revolta social ou política em escala nacional, segundo o relatório.

Dos quatro Brics, o Brasil, também definido como de “médio risco”, é considerado o menos suscetível a riscos globais, em parte em razão da estabilidade de sua estrutura política e o histórico de forte governança.

Fonte: Reuters

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