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Crianças sob risco do HIV devem fazer exame ao nascer, diz ONU

21/11/2013 – Atualizado em 21/11/2013

Por: Correio do Estado

Mais de 250 mil crianças por ano nascem com o vírus da Aids, mas poucas estão sendo examinadas no prazo necessário para receberem tratamento e prolongarem suas vidas, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira.

Michele Sidibe, diretora-executivo da Unaids (agência da ONU para a Aids) afirmou que é preciso melhorar os kits de diagnóstico para a detecção do vírus da imunodeficiência humana (HIV, na sigla em inglês) em recém-nascidos, além de reduzir seu preço, que hoje é de 25 a 50 dólares por unidade.

As crianças, segundo ele, são as vítimas “esquecidas” da epidemia da Aids, apesar de 260 mil bebês terem entrado para as estatísticas no ano passado, principalmente na África Subsaariana.

“A despeito do tamanho do mercado, precisamos assegurar que os diagnósticos sejam disponibilizados às crianças”, disse ele em entrevista coletiva em Genebra por ocasião do Dia Mundial da Aids, em 1º de dezembro.

“Tivemos muitos avanços nos últimos dois ou três anos em termos de tratamento, em termos de remédios, em termos de assegurar que as moléculas estão mais direcionadas para as crianças. Mas onde estamos fracassando também é em fazer diagnósticos precoces”.

Os Laboratórios Abbott, dos EUA, e a fábrica suíça de medicamentos Roche estão entre os principais produtores de testes de HIV, segundo funcionários da Unadis.

Cerca de 3,3 milhões de crianças com até 15 anos são soropositivas, mas apenas 1,9 milhão precisam de tratamento atualmente, segundo a agência, com sede em Genebra. Menos de 650 mil, ou 34 por cento das 1,9 milhão receberam drogas antirretrovirais contra a Aids em 2012, o que mesmo assim representa um aumento de 14 por cento em relação ao ano anterior,segundo a Unaids.

Cerca de 14 milhões de adultos com HIV precisam de tratamento, e 9 milhões deles, ou 64 por cento, o recebem, uma cobertura bem superior à das crianças.

A Unaids identificou 22 países prioritários para o controle das contaminações em crianças, sendo 21 deles na África Subsaariana, onde estão 90 por cento das mulheres soropositivas. O outro país é a Índia.

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