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quarta-feira, 6 de maio, 2026

Pecuarista acusado de matar policial ambiental atropelado se apresenta

03/09/2013 – Atualizado em 03/09/2013

Por: Correio do Estado

O pecuarista Cristiano da Silva Marques, de 26 anos, apresentou-se no começo da noite de ontem (2) com um advogado na Delegacia de Polícia Federal de Naviraí. Ele é acusado de matar atropelado o policial militar ambiental José Rodrigues de Lima, de 47 anos. O fato ocorreu no último dia 30, nas proximidades do Rio Paraná, em Itaquiraí.

Na delegacia, Cristiano contou que conhece Everton Alves Coutinho, preso por equipe da PMA no dia da morte do policial. O acusado confessou que era batedor de um carregamento de cigarro contrabandeado. O acusado, no entanto, negou ser contrabandista e disse que cria gado num lote adquirido por seu pai.

Cristiano relatou ainda que estava numa caminhonete F 250 e disse que fugiu do local porque ficou com medo ao ouvir disparos de arma de fogo, mas garantiu que não viu os policiais militares tentando abordá-lo.

Ainda da versão do acusado, ele abandonou a caminhonete porque ela caiu num barranco, mas não sabia que tinha atropelado o militar. Também disse que não sabia o motivo pelo qual Everton estava no local e não conhecia o outro homem que foi preso na companhia de Everton no dia dos fatos.

Por fim, Cristiano não soube explicar porque havia na caminhonete um rádio de comunicação.
Depois de prestar esclarecimentos, ele foi liberado junto com seu advogado porque apresentou-se espontaneamente à polícia.

Crime

José morreu atropelado por uma caminhonete F-250, em abordagem a contrabandistas de cigarros, na noite de 30 de agosto, na proximidades do Rio Paraná, em Itaquiraí (MS).

O policial estava com outros dois militares da PMA, realizando patrulhamento, quando a equipe localizou Everton escondido às margens do rio. Ele apresentava atitude suspeita por estar com um rádio comunicador e uma moto YBR sem placas.

Ao ser detido Everton disse aos policias que realizava o trabalho de mateiro, e que estava vindo para o local um veiculo com cigarros que seriam carregados em embarcações no Rio Paraná.

Em seguida os policiais ouviram um barulho de veiculo se aproximando e foram verificar. José Rodrigues e outro policial deram ordem de parada a uma F-250, mas o condutor não obedeceu e jogou o veículo na direção do policial, que chegou a dar um tiro de advertência. Ele foi atropelado e ficou preso debaixo da roda traseira da caminhonete.

O condutor fugiu a pé pelo mato, mas deixou os documentos dentro do veículo. O policial atropelado, que fazia parte da PMA de Mundo Novo, morreu na hora.

Cristiano conduzia uma camionete no dia em que matou o policial atropelado.Foto: Divulgação

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