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Protesto contra homofobia reúne 120 pessoas em Campo Grande, diz PM

13/07/2013 – Atualizado em 13/07/2013

Por: G1Ms

Cerca de 120 pessoas participaram da Parada da Cidadania, na tarde desta sexta-feira (12), em Campo Grande, conforme a Companhia Independente de Polícia Militar de Trânsito (Ciptran). Com bandeira do movimento de LGBTs [lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais], faixas e cartazes, o grupo saiu da Praça Ary Coelho por volta das 16h (de MS) e caminhou durante pouco mais de uma hora pela região central da cidade.

Durante o trajeto, os manifestantes gritavam contra a homofobia e em defesa de relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Os participantes foram até a sede das Promotorias de Justiça, no Jardim dos Estados, para protestar contra o promotor de Justiça Sérgio Harfouche que, segundo eles, usa o cargo público para professar fé dele. Em seguida, voltaram para a praça.

Um dos objetivos era pedir a saída do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Cris Sthefanny, que é presidente da Associação das Travestis de Mato Grosso do Sul, explicou ao G1 que a principal pauta é o repúdio ao fundamentalismo.
Protesto contra homofobia reúne 120 pessoas em Campo Grande, diz PM (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)Cris Sthefanny protesta contra fundamentalismo
religioso. (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)

“Não estamos contra religião ou religiosos. Nós não somos contra os evangélicos. Se um católico ou espírita for fundamentalista, nós também seremos contra eles”, relatou, dizendo ainda que teme uma futura perseguição às minorias. “Nosso medo é de amanhã isso virar uma inquisição.”

Além de atacar a postura de Feliciano, o professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) Júlio Xavier afirmou que as pessoas devem manifestar-se contra o preconceito de alguns políticos campo-grandenses.

“Esse discurso religioso se mistura com o político. Estamos nos manifestando por um estado laico. A ideia é dizer que não estamos contentes com o que estamos ouvindo”, afirmou sobre o discurso que considera medieval.

O jornalista Guilherme Cavalcante, 27 anos, fez questão de ressaltar que o movimento não é apenas LGBT, mas preza pelo estado laico e pela dignidade humana. “Não estamos contra religião, somos contra o fundamentalismo”, declarou.

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