05/07/2013 – Atualizado em 05/07/2013
Por: Universo Feminino by Lídia Campos
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Brincar, brincar, brincar.
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Acampar na sala com você.
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Ter segredos gostosos com o pai e com a mãe, separadamente.
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Tomar banho de esguicho.
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Plantar uma árvore ou um pezinho de feijão no algodão, dá na mesma.
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Fazer biscoito, bolo, comida, se sujando e sujando a cozinha toda. Depois, comer aquela gororoba e ter dor de barriga.
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E ganhar colinho. Ganhar colinho sempre, mesmo quando o colo fica pequeno. Aliás, existe colo pequeno? Que conversa estranha… Colo é colo!
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Ter uma festa de aniversário legal – isso não tem nada a ver com gastar dinheiro e, sim, com reunir a família, comemorar e estar feliz.
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Esperar o coelho da Páscoa. E ver as pegadas dele no chão…
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Viajar “sozinho” – com os amigos, a escola, o acampamento…
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Esperar Papai Noel chegar. E entender que aquele presente escondido no armário dos pais é outra coisa, nada a ver com Papai Noel.
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Fazer misturinha. Sabe o que é? É poder, quando ir ao restaurante, misturar no copo de água tudo que aparecer na mesa: a bebida dos outros, açúcar, sal, pimenta, azeite, farelo de pão…
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Ir para a escola, ser alfabetizado.
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Ficar deitado na grama vendo estrelas e o desenho das nuvens
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Escrever na parede – e levar bronca. Faz parte, mas uma coisa não invalida a outra.
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Aprender a amarrar o tênis. E se sentir importante por causa disso.
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Sentir-se importante. Porque, de fato, é.
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Inventar história. Em todos os sentidos. Inventar.
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Aprender a comer o básico. Porque o básico é básico.
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Dormir bem e na hora. Em silêncio, limpinho, na própria cama.
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Ir dormir tarde de vez em quando, porque é uma delícia.
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Dormir na cama da mãe e do pai e fazer farra ou esticar a preguiça.
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Faltar na aula sem motivo, num dia de chuva, por exemplo, e ficar em casa de pijama, brincando.
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Ir a escola e aprender. Aprender até que faltar na aula é um prejuízo danado…
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Fazer uma viagem pra longe. Disney. Esquiar. Acampar. Pantanal. Mudar de ambiente. Sonhar, delirar.
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Descobrir que voltar pra casa é muito bom. E que nossa casa é um mundo, o universo.
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Aprender a nadar, andar de bicicleta, ficar em pé no balanço.
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Ter tido, estar pensando em ter ou ter freqüentado uma casinha na árvore. Vale só desejar, também. Aliás, desejar é muito bom, sempre. Motiva.
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Ter ido a um concerto ou a um balé clássico ou uma ópera. E a um show de rock e a muitas e muitas e muitas peças infantis.
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Fazer um espetáculo. Aquele de balé, do final do ano. Aquele da escola. Um show com os amigos, improvisado. Valem todos.
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Ter coleção. De revista, de figurinha, de meleca, de mosquito morto, de minhoca, de carrinho, o que for.
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Fazer besteira e não contar pra ninguém.
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Dormir na casa dos avós, curtir com os avós, aproveitar os avós.
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Ter medo e correr pro colo do pai e da mãe. E descobrir que, assim, o medo passa.
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Aprender a comer comida japonesa ou thai, ou qualquer uma, assim, “diferente”.
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Cantar.
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Ter um amigão ou amigona de verdade, não invisível.
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Ter falado o que gosta, ouvido o que não gosta, respondido o que não devia e pedido desculpa.
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Ter conversado muito, muito, com o anjo da guarda.
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Ter sido criança. Todos os dias. Aproveitando isso. Sem ninguém atrapalhar.
Bjos… Lídia Campos



