19/06/2013 – Atualizado em 19/06/2013
Por: Helio Morales
Mudança de Rota
Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Nosso Congresso parece ter juízo. Obedece literalmente.
E assim acontece nas esferas federal, estadual e, municipal. Parlamentar que se atrever a contrariar o executivo vai sobreviver a pão e água. Não houvesse reeleição esta categoria se comportaria de forma diferente.
Os administradores públicos governam absolutos e sabem, a eleição tomou dois caminhos, populismo ou a força do poder financeiro, que lubrifica todas as engrenagens da máquina eleitoreira.
Temos graves problemas na saúde e educação, os profissionais desta área não podem ser responsabilizados pelas mazelas impostas ao nosso povo. Os salários e condições de trabalho são péssimos.
Nossas estradas, portos, aeroportos estão caóticos. Transporte público nas grandes cidades é uma tortura. Não obedecem a decisão da mais alta corte de justiça do país, e pior, os condenados no leme de mudanças legais para fugirem da condenação decidida por estes magistrados.
Enfim, muito há por fazer neste imenso e jovem país de pouco mais de quinhentos anos. Mas, nossos mandatários orientados por marqueteiros de plantão, teimam em construir nesta pátria do futebol, estádios que ultrapassam um bilhão de reais, apenas para dois ou três jogos neste torneio.
A Inglaterra, um país muito melhor estruturado sofre até hoje com os problemas financeiros causados pela olimpíada. A África do Sul construiu estádios gigantescos para sediar a copa do mundo a custos imensos, hoje sem utilidade.
Nada disto porem foi suficiente para afastar a idéia de reeditar aqui mais um campeonato mundial de futebol. Não obstante a tudo isto, todas as obras para atender as exigências da FIFA, foram aditadas em até cem por cento dos valores orçados inicialmente.
Felizmente parte da população está atenta a todo este contexto, e quando grupos se organizam e protestam contra aumentos abusivos de preços ou vaiam o governo, nossos dirigentes reclamam da incompreensão deste pessoal.
Não são vinte centavos, nem o teor do discurso, é o limite da paciência. Todos estão no limiar da tolerância, os estudantes pelas dificuldades e falta de perspectivas, os trabalhadores pela omissão do governo, e os empresários pela carga escorchante a que são submetidos. Vivemos na iminência de aumento de alíquotas, ou mesmo reedição de novos impostos para cobrir rombos orçamentários.
Num regime democrático se o povo desperta o político perde o sono, e assim deve ser porque o saldo negativo dos desmandos sempre será pago por este povo.
A história nos ensina que a voz das ruas contém sabedoria. Agora ela está dizendo que há necessidade de correção de rumos.
O povo resolveu gritar; o congresso, “continua pianinho”…….. !


