25.7 C
Três Lagoas
sexta-feira, 9 de outubro, 2026

40% dos empregadores de 9 países dizem que recém-formados são mal preparados

Educação – 31/05/2013 – 16:05

Uma pesquisa sobre educação para o mercado de trabalho, abrangendo nove países, indicou que quase 40% dos empregadores ouvidos apontam a falta de competência como o principal motivo para que vagas destinadas a recém-formados deixem de ser preenchidas. A pesquisa Educação para o Trabalho: Desenhando um Sistema que Funcione, foi apresentada nesta quarta (29) pela consultoria McKinsey & Company.

Enquanto quase metade dos empregadores avaliam que os recém-formados não estão bem preparados para cargos do nível iniciante, as instituições de ensino têm percepção mais otimista. De acordo com a pesquisa, 72% delas acreditam que os recém-formados estão prontos para trabalhar. Entre os que terminam os estudos, 45% acreditam que estão adequadamente preparados.

O descompasso de percepções ocorre pela falta de integração entre os envolvidos, diz o texto. Em debate após a apresentação da pesquisa, Luís Norberto Pascoal, conselheiro da organização Todos pela Educação, defendeu a implementação de um diálogo entre o setor industrial e as instituições de ensino para formar profissionais bem-preparados. “Precisamos plantar essa educação integrada. As indústrias acham que o problema é do Estado, do indivíduo, e não fazem um olhar conjunto”, ressaltou.

Para o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, no casos dos estudantes saídos do ensino médio, a falta qualificação para o mercado de trabalho é evidente. “Grande parte dos jovens termina o ensino médio e não vai para a universidade, mas o sistema curricular é pensado para isso. Ele não dá instrumentos para o mercado profissional.” Durante o debate, o ensino técnico foi apontado como umas das saídas para facilitar a entrada desses estudantes no mercado de trabalho.

A importância da aprendizagem prática para facilitar a inserção no mercado de trabalho é percebida por 58% dos jovens que responderam à pesquisa. No entanto, apenas 24% dos formandos de cursos acadêmicos e 37% dos formandos de cursos profissionalizantes disseram ter gasto a maior parte de seu tempo dessa forma.

O relatório aponta três grandes desafios a serem superados para qualificar os jovens para o mercado de trabalho: a limitação de recursos das instituições de ensino e como encontrar um corpo docente qualificado, oportunidades insuficientes para proporcionar aos formandos uma aprendizagem prática e a resistência dos empregadores em investir em treinamento.

Os países avaliados na pesquisa são: Alemanha, Arábia Saudita, Brasil, Estados Unidos, Índia, Marrocos, México, Reino Unido e Turquia.

Fonte: IG

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Três Lagoas pode chegar aos 41°C nesta sexta-feira, segundo meteorologia

Dia será marcado por muito calor, variação de nebulosidade e possibilidade de chuva isolada durante a tarde

Inocência lidera geração de empregos industriais em MS com 4.446 vagas

Investimentos na fábrica de celulose impulsionam contratações; Três Lagoas aparece em terceiro lugar no ranking estadual O município de Inocência liderou a geração de empregos...

Casa do Trabalhador de Três Lagoas oferece 279 vagas de emprego nesta sexta-feira

A Casa do Trabalhador de Três Lagoas disponibiliza 279 vagas de emprego nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, com oportunidades para diferentes áreas...
error: Conteúdo Protegido