Geral – 26/05/2013 – 23:05
Suspeita teve a prisão convertida em prisão domiciliar neste domingo (26). OAB-MS diz que advogada estava em uma cela com 27 presas.
A advogada Daniela Dall BelloTinoco Rondão, presa durante a operação Blackout, comandada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), teve a prisão convertida em prisão domiciliar neste domingo (26). Segundo o presidente da Comissão de Defesa da Prerrogativa dos Advogados, da Ordem dos Advogados (OAB-MS), Marco Antônio Castelo, Daniela saiu do presídio feminino Irmã Irma Zorzi, onde estava detida desde sexta-feira (24), e foi encaminhada a sua residência nesta tarde.
Castelo disse que a prisão foi convertida por conta de um pedido de habeas corpus, deferido no fim desta manhã pelo desembargador Manoel Mendes Carli.
“Entendemos que ela foi presa de forma irregular, uma vez que, não tendo Sala de Estado Maior, o promotor deveria ter pedido que ela ficasse em prisão domiciliar”.
O presidente disse ainda que, na sexta, quando a advogada foi presa, a comissão entrou com um pedido de conversão de prisão, que foi negado. “Então entramos com o habeas corpus para que fosse restaurada a garantia às prerrogativas dela como advogada”.
Segundo Castelo, Daniela estava em uma cela com 27 presas, com apenas 18 camas e nove presas dormindo no chão, incluindo a advogada. “A lei diz que enquanto ela não tem culpa formada deve ficar em prisão domiciliar”, concluiu.
Prisão
A advogada Daniela Dall Bello Tinoco Rondão foi presa na sexta-feira (24) durante a operação “Blackout”, em Campo Grande. Segundo o Gaeco, escutas telefônicas revelaram que ela recebia ordens de uma facção que age dentro e fora de presídios para alterar cenas de crimes.
Ainda segundo o Gaeco, a suspeita também advogava para os membros do grupo criminoso e servia como ponte, levando ordens das lideranças da facção que estavam dentro de unidades prisionais para os comparsas que cumpriam essas determinações.
As investigações também revelaram que Daniela administrava as contas bancárias da quadrilha. Somente em 2013, o grupo movimentou cerca de R$ 3 milhões.
Blackout
Ao todo, 60 mandados de prisão em Campo Grande e em pelo menos outros cinco municípios de Mato Grosso do Sul foram cumpridos pelo Gaeco, da Polícia Militar e da Agência Penitenciária Estadual (Agepen). Participaram 160 agentes e 45 viaturas foram usadas durante a ação, que começou às 6h.
Durantes as investigações, mais de 170 celulares que estavam com os presos foram monitorados e revelaram diversos crimes comandados pelos suspeitos.
Fonte: G1


