Geral – 24/05/2013 – 08:05
A 7ª edição da operação Ágata que combate os crimes na fronteira do país e é coordenada pelas Forças Armadas começou no último sábado (18). A novidade desse ano é a preparação para o combate a ataques terroristas e tráfico de material radioativo. O primeiro balanço da ação que não tem data definida para acabar foi divulgado na manhã desta quinta-feira (23) no CMO (Comando Militar do Oeste).
A ação nacional é dividida em três setores e em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a Operação Oeste é comandada pelo general do Exército João Francisco Ferreira. Segundo o militar, a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) participa da operação, porém os detalhes da ação do grupo não podem ser divulgados por questões de segurança.
“A motivação é a possibilidade que algum produto radioativo seja levado para o exterior ou trazido para o país”, afirma o general.
Os ataques terroristas também são o foco das ações da comissão em conjunto com as Forças Armadas. Apesar de não possuir ameaça de outros países, o Ministério da Defesa orientou a presença da comissão especializada em energia nuclear para prevenção de ataques terroristas.
“A vinda da comissão foi positiva porque na nossa faixa de fronteira pode ocorrer tráfico de material radioativo e precisamos estar preparados para identificar essas substâncias e impedir os crimes”, afirma Ferreira.
O primeiro balanço da Operação Ágata 7 aponta que em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso foram apreendidos 70 quilos de maconha, 18 quilos de cocaína e três quilos de pasta base da droga.
Do início da operação até agora já foram revistados 3,5 mil veículos e 149 embarcações. Para ajudar nas ações nos rios a Marinha atua com quatro navios e 20 embarcações menores. Os equipamentos são usados em operações no rio Paraguai.
Conforme o Comando Militar do Oeste, ao todo 7,1 mil militares da Martinha, Exército e da Força Aérea participação da operação. Efetivo da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e militar também trabalham na fronteira.
Além das forças armadas, servidores da Receita Federal, do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e da Funai (Fundação Nacional do Índio) ajudam os militares durante as ações.
Social – As ações de combate ao crime não são as únicas presentes na Operação Ágata. Uma embarcação hospitalar e militares também realizam ações cívicos-sociais, conhecidas como Aciso.
A região de Porto Murtinho, atingida por enchentes nos últimos meses, será uma das atendidas por equipes que levarão atendimento médico, hospitalar e odontológico.
Fonte: Campo Grande News


