Geral – 23/05/2013 – 09:05
A Comissão Especial de Acompanhamento Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) irá acompanhar as eleições suplementares no dia 7 de julho, que acontecem nos municípios de Figueirão, Bela Vista, Jardim e Caracol. Nestas cidades a população fará a escolha novamente de prefeitos e vices, uma vez que aqueles eleitos em outubro de 2012 foram cassados pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul em razão de irregularidades.
Em reunião nessa terça-feira (21) os membros da Comissão da OAB/MS definiram a escala para o acompanhamento eleitoral nas quatro cidades. A presidente, Nilmare Danielle da Silva Irala irá para a cidade de Jardim, Walberto Laurindo de Oliveira Filho para Bela Vista, Renato Zancanello de Oliveira acompanhará as eleições de Figueirão e Lenio Ben Hur de Caracol. Nilmare explica que a atuação da Comissão será como órgão fiscalizador. “Vamos prestar apoio à Justiça Eleitoral. Caso haja alguma irregularidade iremos protocolar e acompanhar as providências por parte do órgão responsável”, afirma a advogada.
Nas cidades de Bela Vista e Caracol as novas eleições foram determinadas em razão da cassação dos mandatos dos eleitos em outubro de 2012, Abraão Armoa Zacarias (PMDB) e Luis Alexandre Loureiro (DEM), respectivamente prefeito e vice de Bela Vista; e Manoel dos Santos Viais (PT) e Horacio Junior Godoy (PSDB), prefeito e vice de Caracol. Conforme informações do TRE/MS, além da cassação dos diplomas, foi declarada a inelegibilidade dos candidatos envolvidos, por oito anos subsequentes ao pleito de 2012.
Em Jardim, os diplomas de Marcelo Henrique e Erney Cunha foram cassados em razão de captação ilícita de votos, caracterizada pelo fornecimento de produtos alimentícios com o intuito de obter votos ao então candidato a prefeito. No município de Figueirão, que atualmente conta com cerca de 2.487 eleitores, o prefeito e vice, Getúlio Furtado Barbosa (PMDB) e Rogério Rosalin (PMDB) foram cassados por abuso de poder político e autoridade. Conforme a Justiça Eleitoral, Getúlio Furtado, na gestão passada, havia efetuado contratação irregular de servidores para a ocupação de cargos comissionados e temporários sem prévio concurso público ou processo seletivo simplificado, visando assim à obtenção de votos.
Fonte: Assessoria de Comunicação


