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Sindicato diz que proposta do Estado só atende a poucos e mantém greve

Policial – 14/05/2013 – 18:05

Os policiais civis de Mato Grosso do Sul não vão aceitar a proposta de reajuste apresentada à categoria, que chega a até 28% para os servidores enquadrados na Classe dos Substitutos.

Conforme o presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis), Alexandre Barbosa, a proposta beneficia apenas 70 dos 2.200 policiais civis do Estado, tanto da ativa quanto a aposentados.

“Esses 70 seriam promovidos para a 3ª Classe, e por isso já receberiam aumento de 20%. De reajuste mesmo, fica só os 7% para os outros 2.130 policiais que não estão mais na Classe dos Substitutos, a primeira da nossa carreira”, explica Alexandre.

O presidente do Sinpol também contou que a categoria conta com cinco classes (Substitutos, 3ª, 2ª, 1ª e Especial), e que a nova proposta extingue os Substitutos, que ele considera como uma das conquistas dos policiais há alguns anos.

“O governo não conversou com o sindicato para propor acabar com essa classe, em que os policiais permanecem nos primeiros três anos e depois são promovidos automaticamente”, reclama Alexandre, acrescentando que toda a Polícia Civil (peritos criminais e delegados) vai perder a classe inicial do plano de carreira.

Com isso, o indicativo de greve da categoria, que engloba investigadores, escrivães e agentes de polícia científica, segue em pé. Eles prometem paralisarem os trabalhos em todo o Estado a partir de sexta-feira (17), caso não haja acordo até lá.

Atualmente, há 1,3 mil policiais civis ativos no Estado, e em caso de greve, apenas 30% – pouco mais de 900 policiais – seguem trabalhando para realizar os atendimentos de emergência, conforme legislação trabalhista que rege os profissionais. Há também a orientação para que os policiais não usem viaturas em mau estado durante a paralisação.

Proposta apresentada pelo governo – A proposta detalhada de reajuste aos policiais civis aponta aumento de 7% e promoção dos policias da Classe dos Substitutos neste ano, o que faria o valor chegar a 28% (de R$ 2.361,21 para R$ 3.031,80). além de reajuste de 8% em 2014 e 12% em 2015.

Os policiais pedem 25% de reajuste. Segundo o governador André Puccinelli (PMDB), caso a proposta não seja aceita, o reajuste a ser encaminhado para aprovação da Assembleia Legislativa é o índice inicial apresentado a categoria, de 5%.

O Estado também vai estender a todos os policiais a etapa alimentação – benefício semelhante ao ticket alimentação -, se compromete a aumentar o número de vagas para promoção de escrivães e investigadores, a fixar data para promoção anual em lista tríplice e a equiparar servidores DAP com os da segunda classe.

Fonte: Campo Grande News

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