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Governo procura clínica em MS e mais 2 estados para internar maníaco

Saúde – 30/04/2013 – 16:04

O governo do Estado procura clínicas em Mato Grosso do Sul e em outros Estados para cumprir a decisão judicial que determinou internação compulsória de Dionathan Celestrino, de 21 anos, o Maníaco da Cruz. Ele foi localizado ontem na cidade paraguaia de Horqueta.

“Tem uma interdição judicial e determinação de internação compulsória para tratamento médico”, afirma o superintendente da Assistência Socioeducativa, Hilton Vilassanti. O destino do maníaco deve ser definido nesta terça-feira, em reunião na Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).

O impasse sobre a situação de Dionathan Celestrino se arrasta desde outubro de 2011, quando venceu o prazo legal de permanência na Unei (Unidade Educacional de Internação) de Ponta Porã, fronteira com o Paraguai.

Conforme o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a punição máxima é internação de três anos. O maníaco foi para a Unei aos 16 anos por mortes em série, sempre deixando os corpos das vítimas em formato de cruz.

Em março deste ano, o rapaz fugiu da Unei e o pânico se espalhou além das divisas e fronteira de Mato Grosso do Sul. Pessoas relataram ter avistado o maníaco em bairros de Campo Grande, na região Oeste do Paraná, em Mato Grosso. Também circulou boato de que o jovem teria sido morto no Paraguai.

Ele foi localizado pela polícia paraguaia e aparentava levar uma vida normal do outro lado da fronteira. Dionathan Celestrino estudava e trabalhava. Ele estava ilegal por não ter o documento conhecido como “permisó”.

“Foi um trabalho de inteligência da polícia paraguaia. Nós fornecemos todas as informações e fotos”, relata Vilassanti. De acordo com o superintendente, entre os Estados consultados para receber o jovem estão São Paulo e Minas Gerais.

Já sobre a fuga da Unei, Vilassanti afirma que a sindicância ainda não foi concluída. O maníaco foi entregue ontem à polícia brasileira. Ele está na primeira delegacia de Ponta Porã, detido em uma sala.

Assassino em série – O primeiro a morrer foi o pedreiro Catalino Gardena, que era alcoólatra. O crime foi em 2 de julho de 2008. A segunda vítima foi a frentista homossexual Letícia Neves de Oliveira, encontrada morta em um túmulo de cemitério, no dia 24 de agosto.

A terceira e última vítima foi Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada morta seminua em uma obra, no dia 3 de outubro. Dionathan foi apreendido no dia 9 de outubro, seis dias após o último assassinato.

Fonte: Campo Grande News

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