18.3 C
Três Lagoas
sábado, 17 de outubro, 2026

Estudo sugere usar bactéria em tratamento do câncer de pâncreas

Geral – 23/04/2013 – 08:04

Um tratamento experimental que usa a bactéria Listeria para infectar células de câncer no pâncreas e transportar substâncias que matem o tumor demonstrou ser promissora em pesquisas com animais de laboratório, afirmaram cientistas dos EUA nesta segunda-feira (22).

Embora ainda desconheçam se o método pode funcionar em seres humanos, cientistas da Escola de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva, em Nova York, contaram ter ficado entusiasmados com sua habilidade para deter a metástase ou disseminação do câncer.

“Neste ponto, podemos dizer que temos um tratamento que é muito eficiente em reduzir a metástase em camundongos”, afirmou a co-autora sênior Claudia Gravekamp, professora associada de microbiologia e imunologia na instituição.

A técnica experimental, descrita no periódico da Academia Americana de Ciências, a revista “PNAS”, funciona usando uma forma enfraquecida de listeria, que em estado natural pode provocar doenças transmitidas por alimentos.

Segundo o estudo, 90% das cobaias com câncer de pâncreas tratadas com a nova técnica não demonstraram evidências de disseminação do câncer após três semanas. Os cientistas suspenderam o experimento após 21 dias porque é quando o grupo de controle de camundongos, que tinham câncer de pâncreas mas não foram tratados, começaram a morrer.

Metástase

O câncer de pâncreas tende a se espalhar rapidamente pelo corpo e é particularmente letal, pois costuma ser descoberto somente quando já avançou para além do órgão. Pacientes sem tratamento costumam morrer no prazo de três a seis meses e a taxa de sobrevivência de cinco anos é de apenas 4%.

Cientistas inseriram rádio-isótopos, comumente usados no tratamento de câncer, na bactéria. Em seguida, a bactéria radioativa infectou as células cancerígenas, mas não as células normais.

O tratamento interrompeu a disseminação do câncer na maior parte dos casos e aparentemente não tem efeitos nos ratos, porém mais estudos são necessários para ver se é possível prolongar o tempo de sobrevivência. “Com melhorias adicionais, nossa abordagem tem o potencial de iniciar uma nova era no tratamento do câncer de pâncreas metastático”, disse Gravekamp. A equipe é a primeira a testar o conceito em um modelo animal.

Fonte: G1

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

TRE-MS realiza retotalização dos votos para eleições proporcionais

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) realizará, no dia 21 de outubro, às 16h30, o reprocessamento da totalização dos votos...

Frente fria muda o tempo em Três Lagoas e traz previsão de ventos fortes neste sábado

Cemtec-MS prevê melhora nas condições meteorológicas, com sol entre nuvens e mudança na direção dos ventos

VIOLÊNCIA NA VILA PILOTO: discussão entre colegas termina com trabalhador ferido por golpe de barra de ferro

Discussão entre colegas de trabalho terminou em agressão na tarde de quinta-feira (15). Vítima, de 46 anos, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e...
error: Conteúdo Protegido