35.1 C
Três Lagoas
terça-feira, 5 de maio, 2026

Cientistas descobrem método genético para regenerar coração

Geral – 20/04/2013 – 18:04

Um novo estudo dá esperanças para pacientes com problemas cardíacos. Pesquisadores conseguiram fazer com que o coração de um camundongo adulto se regenerasse, algo impossível, até então, para qualquer mamífero adulto. Os cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, descobriram que ao bloquear a atividade do gene chamado Meis1 , as células cardíacas voltaram a se proliferar e o coração do animal funcionava normalmente.

Os testes foram realizados em camundongos geneticamente modificados desenvolvidos sem o gene Meis1 . O próximo passo dos os cientistas é agora tentar encontrar novos compostos que inibam a atividade do gene Meis1 nas células sem a necessidade de engenharia genética.

“Achando estes compostos, poderemos fazer experimentos com animais maiores e depois iniciar os testes clínicos. Estamos ainda só no começo para desenvolver uma terapia contra a insuficiência cardíaca, a fase terminal da maioria dos problemas de coração”, disse ao iG Hesham Sadek, fisiologista que liderou o estudo publicado nesta quarta-feira (17) no periódico científico Nature .

Sonho antigo

A capacidade de regeneração do coração é tida um sonho para a medicina. “Um grande obstáculo das doenças cardíacas em geral está na incapacidade do coração regenerar as células musculares avariadas. A insuficiência cardíaca é uma doença que não tem cura, a solução é o transplante ou a substituição por um coração mecânico”, disse Sadek.

A regeneração cardíaca evitaria uma série de procedimentos caros e complicados, como o cateterismo e pontes de safena, para a recuperação da função cardíaca. Ao contrário de órgãos como o fígado, por exemplo, os corações de mamíferos adultos não se regeneram. As células cardíacas são incapazes de se dividirem e proliferarem.

Em 2011, a equipe de pesquisadores da Universidade do Texas descobriu, no entanto, que a proliferação de células cardíacas ocorre em filhotes de mamíferos de apenas sete dias de vida.

No novo estudo, a equipe descobriu o motivo da proliferação das células apenas em um pequeno período da vida. Eles perceberam que a atividade do gene Meis1 aumentava significativamente após o nascimento e esta situação se mantinha por um curto período, até o momento em que as células musculares cardíacas paravam de se dividir, quando o animal atinge uma semana de vida.

Foi descoberto que o gene Meis1 codifica uma proteína de mesmo nome que encerra a habilidade das células de se dividirem. “Portanto, quando nós apagamos o gene, as células cardíacas continuaram a se dividir”, disse Sadek. “Como o Meis1 pode possivelmente ser apagado e reativado em células adultas sem acarretar em problemas, esta capacidade poderia iniciar uma nova era no tratamento contra a insuficiência cardíaca”, completou.

Fonte: IG

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Em três segundos, Cristiano Ronaldo fatura cerca de 25 euros — o equivalente ao tempo de recolher uma moeda do chão

O salário astronômico de Cristiano Ronaldo no Al-Nassr continua chamando atenção ao redor do mundo — e não é por acaso. Com ganhos anuais...

Polícias Científica e Penal coletam DNA de custodiados para ampliar banco usado em investigações criminais

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul e a Polícia Penal realizaram, na ultima semana cerca de 300 coletas de material biológico na...

Sejuvel conquista título estadual no Atletismo Sub-16 em Campo Grande

Equipe de Três Lagoas se destaca no Torneio Estadual da FAMS com excelentes resultados no feminino e masculino A equipe de Atletismo da Secretaria Municipal...