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Crise em Cuba pode ter diminuído diabetes e doenças do coração

Saúde – 12/04/2013 – 08:04

Estudo publicado no “British Medical Journal” (BMJ) mostra que casos de incidência e morte por diabetes tipo 2 e doenças cardíacas tiveram declínio na população cubana durante e logo após a grave crise econômica em que o país se viu mergulhado depois do desmembramento de sua parceira União Soviética.

Entre 1991 e 1995, os habitantes da ilha caribenha perderam em média entre 4 kg e 5 kg porque passaram a ter menos acesso a alimentos calóricos e se deslocavam mais a pé.

O sistema de saúde cubano mantém um controle detalhado dos dados médicos da população, o que permitiu que um grupo internacional de cientistas identificasse a redução de doenças associadas à obesidade e ao sedentarismo.

Em 1996, cinco anos após o início do período de perda de peso da população, houve uma queda abrupta no número de mortes por causa do diabetes. Seis anos depois, no entanto, quando os cubanos já haviam recuperado os quilos perdidos na época de vacas magras, os índices voltaram ao nível pré-crise.

Já as mortes por doenças cardíacas e derrames vinham apresentando tendência de queda desde os anos 1980, mas também tiveram redução acentuada após a fase de emagrecimento, que se estagnou quando os habitantes voltaram a engordar.

Segundo os autores da pesquisa, os números são um sinal de que o emagrecimento de uma população pode trazer melhoras significativas em suas estatísticas de mortes por diabetes e doenças cardiovasculares. Por isso, segundo o BMJ,  recomendam que médicos estimulem seus pacientes a se exercitarem, recomendando, inclusive que se desloquem a pé ou de bicicleta cotidianamente.

Fonte: Bem Estar

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