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domingo, 10 de maio, 2026

Inflação muda hábitos de classes A e B

Geral – 10/04/2013 – 12:04

Para fugir de um aumento de 178,34% nas passagens aéreas de 2008 até fevereiro de 2013, a professora aposentada Regina Bonfim, 62, enfrentou, ao lado do marido, mais de 3.000 km para visitar de carro os filhos no Rio e em Natal. A gasolina subiu 15% no período, abaixo da inflação -33,81%, segundo o IPCA.

A decisão de Bonfim ilustra uma tendência das classes A e B: diminuir gastos diante de reajustes salgados.

Os dados são de levantamento da Folha, com base no peso de cada item na Pesquisa de Orçamentos Familiares (2008-2009), do IBGE, e a evolução dos preços pelo IPCA.

As famílias de renda mais alta eram as com mais de R$ 4.150 mensais em 2008-2009, compatível com classes A e B, segundo a FGV, para 2008 (mais de R$ 4.591). O IBGE não usa esse conceito.

RESTAURANTES

Nessas faixas, os destaques são para os serviços. Com mais peso no consumo do topo da pirâmide, subiram mais que a inflação viagens (inclusive hotéis), saúde, educação e alimentação fora do domicílio: esse item ficou 63,73% mais caro de 2008 a fevereiro de 2013.

O engenheiro Luiz Kurbhi, 67, passou a economizar por considerar “um absurdo” pagar até R$ 125 por pessoa “num bom restaurante”.

Ele reclama ainda dos estacionamentos. Com menos IPI, o carro novo ficou mais barato (12,9%), mas tudo que gira em seu entorno aumentou de preço. A oficina, por exemplo, subiu 47,3%.

Eulina Nunes dos Santos, coordenadora da Índices de Preços do IBGE, diz que o consumo em alta propicia aumentos de preços maiores e repasses de custos mais intensos, situação que perpassa por vários setores, como alimentos, colégios e outros.

 

Fabio Braga/Folhapress

 

Luiz Khurbi praticamente deixou de sair de carro por conta dos preços abusivos dos estacionamentos em São Paulo

“Não creio que as pessoas tenham aberto mão de alguns itens, como plano de saúde, por exemplo. Mas certamente há uma migração para produtos mais baratos.” Indexado e com reajustes autorizados pelo governo, o plano de saúde aumentou 41,71% de 2008 a fevereiro de 2013.

Quem usou médico particular sentiu no bolso. O contador Carlos Spressão, 59, morador de Marília (SP), precisa visitar regularmente um endocrinologista na capital. “Paguei R$ 600 por uma consulta em novembro. A da semana custou R$ 800.”

Serviços menos especializados e com peso igual em todas as faixas de renda também encareceram. O cabeleireiro subiu 6,80% em 2012 e segue em alta em 2013. A manicure aumentou ainda mais em 2012 (11,77%) e também mantém-se em alta.

“Para fazer mão e pé perto da minha casa, em Pinheiros, pago R$ 49. No início do ano, saía por R$ 25. Agora, só uma vez por mês”, conta Angela Pereira Lima, 64.

Fonte: Folha de São Paulo

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