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Adiado para dia 23 de abril julgamento dos acusados pela morte de advogado em MS

Geral – 26/03/2013 – 16:03

O júri popular de três dos sete acusados de envolvimento no homicídio do advogado Nivaldo Nogueira de Souza que aconteceria na manhã desta terça-feira (26) foi cancelado. Segundo exposto pelo juiz Carlos Alberto Garcete o comandante da Polícia Militar de Paranaíba, Major Ademir Oliveira, teria se confundido com a data da audiência e os acusados, que estão presos em Costa Rica, não compareceram.

O julgamento foi adiado para o dia 23 de abril. De acordo com o presidente da Comissão dos Advogados Criminalistas da OAB/MS, Luiz Carlos Saldanha Rodrigues Junior, o comandante ignorou a relevância da missão. “O comandante deveria ter tomado as providência necessárias para a escolta dos presos, o que não aconteceu, pois em caso de dúvidas tinha como saná-las previamente. O juiz já o condenou a pagar por todas as despesas do julgamento adiado e determinou a abertura de processo administrativo disciplinar contra ele” explica.

Diversos familiares da vítima vieram de outras cidades para acompanhar o júri. Sueli Souza dos Santos, irmã do advogado, que é de Lagoa Santa/MG, questionou as circunstâncias dos fatos e espera que a justiça seja feita. “O juiz determina e todos comparecem, menos os acusados, isso é muito estranho. Mas acredito na justiça e eles vão pagar pelo que fizeram, até mesmo para evitar que outras famílias sofram como a nossa sofreu com essa tragédia”, comenta.

Para o assistente de acusação, o advogado Benedito de Figueiredo o acompanhamento da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) é fundamental para a defesa da classe advocatícia. “É preciso a mobilização da Ordem para que os advogados compareçam na audiência, afinal foi um colega assassinado”, destaca.

A vítima deixou a esposa e dois filhos. A Seccional estará presente na próxima audiência e convoca a participação dos advogados sul-mato-grossenses. O objetivo é levantar a bandeira pela transformação de homicídios praticados contra advogados em crimes hediondos, pleito defendido também por profissionais e agentes da segurança pública.

“Trata-se de um crime extremamente grave. Não podemos admitir o assassinato de advogados por clientes insatisfeitos com o resultado do julgamento de suas ações. O advogado defende a pessoa humana, sua vida, seus direitos e sua segurança”, finaliza o presidente da OAB/MS, Júlio Cesar Souza Rodrigues.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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