Edital publicado no Diário Oficial prevê assembleia para discutir negociações do ACT 2026/2027, proposta patronal e eventual paralisação geral ou por setor
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil Pesada de Mato Grosso do Sul (SINTIESPAV/MS) convocou os trabalhadores da categoria em Três Lagoas e em outros dez municípios do Estado para avaliar a possibilidade de uma greve geral ou por setor. A convocação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (21).
Assinado pelo presidente do sindicato, Nivaldo da Silva Moreira, o edital aponta o atraso nas negociações com o sindicato patronal como um dos motivos para a convocação. O objetivo é discutir o andamento das tratativas e avaliar os próximos passos da campanha salarial.
A pauta prevê a apresentação de um relato detalhado das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, incluindo a última proposta apresentada pela representação patronal. Os trabalhadores também deverão discutir e deliberar sobre a possibilidade de deflagração de uma greve, de forma pacífica, diante da frustração das negociações coletivas.
Outro ponto previsto no edital é a definição de um contingente de trabalhadores para assegurar a manutenção dos serviços indispensáveis e a segurança estrutural e operacional durante uma eventual paralisação, conforme estabelece a Lei Federal nº 7.783/1989, conhecida como Lei de Greve.
O sindicato também propõe a instituição de estado de assembleia permanente, permitindo o acompanhamento contínuo das negociações e a convocação de novas deliberações por meio dos canais oficiais da entidade.
MUNICÍPIOS ABRANGIDOS
Além de Três Lagoas, a convocação contempla trabalhadores da construção civil pesada de Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Brasilândia, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Inocência, Paraíso das Águas, Paranaíba e Selvíria.
De acordo com o edital, a convocação é destinada a todos os trabalhadores da categoria que atuam nas bases sindicais mencionadas, sejam associados ou não ao sindicato.
A publicação, datada de 19 de outubro de 2026, não informa a data, o horário ou o local da assembleia. Também não confirma a deflagração de uma greve, que dependerá da discussão e da deliberação dos trabalhadores.
Até o momento, o edital trata da convocação para avaliar a possibilidade de paralisação, e não do anúncio de uma greve já aprovada.


