A Defesa Civil de Três Lagoas participou, no início deste mês, do II Encontro Nacional das Defesas Civis Municipais, realizado em Brasília (DF). O município foi representado pelo coordenador municipal, Celso José de Souza, que destacou a importância da troca de experiências e do fortalecimento das ações de prevenção diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o encontro reuniu gestores, coordenadores e técnicos de diversas regiões do país para discutir estratégias de prevenção, preparação e resposta a desastres, além de medidas para aprimorar a atuação das Defesas Civis nos municípios.
Durante entrevista à Rádio Caçula, Celso ressaltou que a participação permitiu conhecer diferentes realidades brasileiras e ampliar o debate sobre os impactos dos eventos climáticos extremos, incluindo as consequências associadas ao fenômeno El Niño.
“O evento foi muito importante porque foi organizado pela Confederação Nacional dos Municípios para a gente evidenciar toda a realidade que está acontecendo na nossa cidade”, afirmou o coordenador.
Segundo ele, as discussões também abordaram situações enfrentadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, reforçando a responsabilidade dos órgãos de Defesa Civil na proteção da população. Celso destacou que teve a oportunidade de representar Mato Grosso do Sul, que contou com poucos representantes no encontro.
PRIORIDADE
Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de ampliar os investimentos em prevenção e na preparação dos municípios para enfrentar situações emergenciais. Para Celso, as mudanças climáticas tornaram esse planejamento ainda mais urgente.
“Infelizmente, não era uma cultura do nosso país as pessoas investirem em prevenção, destinarem orçamentos para poder tratar de uma forma de mitigação de situações emergenciais”, avaliou.
O coordenador explicou que a Defesa Civil de Três Lagoas vem aprimorando seus procedimentos, mas ressaltou que a consolidação de uma cultura preventiva também depende do apoio da gestão pública e da destinação de recursos para medidas que reduzam os riscos.
“A Defesa Civil de Três Lagoas vem melhorando muitas etapas, porém esse aprimoramento vai depender muito do gestor, para que a gente apresente as medidas que são importantes para construir uma cultura de prevenção dentro de uma cidade”, destacou.
PREPARO
Com a ocorrência de tempestades, ventos fortes e chuvas intensas, o planejamento para situações de emergência ganha ainda mais relevância. Em Três Lagoas, a necessidade de preparação também envolve o monitoramento de áreas e estruturas que podem exigir atenção em cenários de risco, como a região da usina hidrelétrica e sua barragem.
Celso ressaltou que não é possível impedir a ocorrência de fenômenos climáticos, mas que o preparo das equipes e a adoção de medidas preventivas podem reduzir os impactos e facilitar a recuperação após um desastre.
“Não tem como parar a questão climática, porém a forma de reação e trazer a normalidade é o que vai fazer diferença em médio e longo prazo”, afirmou.
A programação do encontro nacional também incluiu debates sobre planejamento municipal para a gestão de riscos e desastres, educação para a redução de riscos e financiamento das Defesas Civis.
Para o coordenador, o conhecimento adquirido e a troca de experiências com outros municípios contribuem para o aperfeiçoamento do trabalho desenvolvido em Três Lagoas, com foco na prevenção, no atendimento às emergências e na segurança da população.


