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sábado, 10 de outubro, 2026

Fiocruz coloca MS em alerta para casos graves de doenças respiratórias

Boletim aponta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave em nível de alerta, risco ou alto risco no Estado

Mato Grosso do Sul está entre os cinco estados brasileiros com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, segundo boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 08. Apesar do cenário, o levantamento não aponta tendência de crescimento dos casos no Estado a longo prazo.

Além de Mato Grosso do Sul, aparecem na lista Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A classificação indica atenção à circulação de vírus respiratórios e à ocorrência de casos graves, mas não significa, necessariamente, que haja aumento recente das infecções nessas localidades.

Em âmbito nacional, o boletim aponta tendência de crescimento dos casos de SRAG associados ao rinovírus, ao metapneumovírus e ao coronavírus SARS-CoV-2. Apesar disso, os novos registros semanais de hospitalizações por covid-19 continuam em níveis baixos no país.

CRIANÇAS E ADOLESCENTES ESTÃO ENTRE OS GRUPOS QUE EXIGEM ATENÇÃO

A Fiocruz identificou um leve sinal de retomada no crescimento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Nas demais faixas etárias, o cenário é de estabilidade.

Por outro lado, os casos associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e à influenza B apresentam queda. As hospitalizações relacionadas à influenza A permanecem estáveis e em níveis baixos de incidência.

A orientação da Fiocruz é que pessoas pertencentes aos grupos prioritários verifiquem se a vacinação contra a covid-19 está atualizada. Para gestantes, também é recomendada a vacinação contra o VSR, conforme as orientações de saúde vigentes.

OUTROS ESTADOS APRESENTAM CRESCIMENTO DOS CASOS

Alagoas, Roraima e Sergipe também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, mas, nesses estados, há sinais de crescimento na tendência de longo prazo, considerando as últimas seis semanas.

O aumento ocorre principalmente entre crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, o avanço está associado ao metapneumovírus. Em Roraima, os dados ainda são insuficientes para identificar o vírus responsável pelo crescimento.

CINCO CAPITAIS TAMBÉM ESTÃO EM ALERTA

Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória apresentam atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

O levantamento também destaca diferenças entre os grupos mais afetados: a incidência de SRAG é maior entre crianças de até 2 anos, enquanto a mortalidade tem impacto mais elevado entre pessoas com 65 anos ou mais.

O cenário reforça a importância da vacinação dos grupos indicados, da atenção aos sintomas respiratórios e da procura por atendimento de saúde diante de sinais de agravamento, especialmente entre crianças pequenas e idosos.

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