A fiscalização da Lei Seca ficará mais rigorosa em todo o Brasil a partir de 18 de outubro de 2026, quando passam a valer as novas regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito, o Contran. Entre as principais novidades está a regulamentação do chamado drogômetro, equipamento que pode identificar, por meio da saliva, a presença de drogas e outras substâncias psicoativas no organismo de motoristas.
O equipamento poderá detectar 12 substâncias, entre elas cocaína, cannabis, anfetamina, ecstasy, LSD, fentanil e cetamina. O teste indica a presença da substância, mas não mede a quantidade consumida. Em Mato Grosso do Sul, porém, o drogômetro ainda não tem data definida para começar a ser utilizado nas blitzes. O Detran-MS aguarda a homologação dos equipamentos pela Secretaria Nacional de Trânsito antes de iniciar o processo de aquisição.
Outra novidade é o combate aos chamados “coiotes” — pessoas que aparecem repetidamente em blitzes para retirar veículos de motoristas flagrados em situação irregular. A nova regulamentação permite que esses casos sejam observados e investigados quando houver indícios de atuação recorrente para ajudar condutores abordados em operações da Lei Seca. A medida busca impedir que motoristas utilizem terceiros como uma espécie de “salvamento” após serem flagrados dirigindo sob influência de álcool ou outras substâncias.
As novas regras também reforçam os procedimentos de abordagem, incluindo o uso do etilômetro passivo, aparelho que identifica a presença de álcool no hálito sem que o motorista precise soprar diretamente no equipamento. Em caso de resultado positivo, o condutor pode ser submetido ao bafômetro convencional, responsável pela medição oficial. Em dois anos e meio, Mato Grosso do Sul registrou 15.369 infrações relacionadas à Lei Seca, mostrando o tamanho do desafio para a fiscalização no Estado.
Para os motoristas de Três Lagoas, a orientação é clara: as mudanças aumentam o rigor das fiscalizações e reforçam que álcool, drogas e direção não combinam. A expectativa das autoridades é que a fiscalização tenha caráter principalmente preventivo e reduza o número de condutores que colocam a própria vida e a de outras pessoas em risco.


