23.6 C
Três Lagoas
sexta-feira, 1 de maio, 2026

Cientistas dizem que Alzheimer faz parte da evolução

Saúde – 04/03/2013 – 14:03

A doença de Alzheimer é o “preço” que os “Homo sapiens” devem pagar para que seus cérebros possam evoluir, segundo um estudo apresentado nesta quinta-feira (28) na cidade de Burgos, na Espanha.

O estudo, realizado pelo cientista do Centro Nacional de Pesquisa Humana Emiliano Bruner e pela neuropsiquiatra Heidi Jacobs, do Instituto Alemão de Neurociência de Jülich, foi publicado na revista Journal of Alzheimer’s Disease.

Para Bruner, esse trabalho abre um novo campo de pesquisa sobre a doença, que até agora era associada aos danos celulares nas áreas temporais e frontais do cérebro.

No entanto, a pesquisa desenvolvida durante os últimos três anos tinha como objeto de estudo uma fase mais adiantada do Alzheimer, caracterizada por um defeito metabólico nas áreas parietais (parte central) do cérebro, que são responsáveis pela capacidade cognitiva que diferencia o homem do resto dos animais, inclusive dos outros primatas.O cientista também afirmou que a maior mudança no cérebro humano nos últimos 5 milhões de anos foi o desenvolvimento das áreas parietais.

A consequência é uma “grande vantagem cognitiva”, apesar de ela causar “efeitos secundários”, já que a parte central do cérebro pode apresentar temperaturas elevadas que prejudicam seu funcionamento, além de requerer intensa atividade vascular – que pode ser associada à toxicidade e ao alto consumo de energia -, fatores que geram problemas metabólicos.

De acordo com Bruner, “um motor muito potente e específico das áreas parietais é extremamente sensível, e por isso pode acabar sofrendo um processo de neurodegeneração”.

Por isso, ele acredita que os danos causados nas áreas temporais e frontais, associados ao Alzheimer, não são a causa da doença, mas uma de suas consequências.

Bruner explicou que a identificação das áreas parietais como origem do Alzheimer justifica o fato de essa doença não afetar outras espécies, já que se trata de uma zona exclusiva do “Homo sapiens”.

O pesquisador reconheceu que ainda não foi possível determinar em qual momento do processo evolutivo esse problema apareceu, já que o cérebro não pode ser estudado. Além disso, indicadores da doença nunca foram encontrados nos ossos do crânio.

Ele considerou “lógico” que a seleção natural não tenha eliminado o Alzheimer, pois a doença surge sobretudo em idades avançadas, quando o indivíduo já não pode mais se reproduzir.

O cientista insistiu que seu trabalho não busca uma cura para a doença, mas uma interpretação diferente que indica a necessidade do envolvimento de profissionais de várias disciplinas, inclusive aqueles que se dedicam aos estudos comparativos entre primatas humanos e não humanos.

Fonte: Correio do Estado

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Prazo para regularizar título de eleitor termina dia 6 de maio em Três Lagoas

Cartório Eleitoral amplia atendimento para emissão, transferência e atualização cadastral Os eleitores de Três Lagoas têm até a próxima quarta-feira, 6 de maio, para emitir...

Terror no Pantanal: sucuri invade barco e provoca pânico entre pescadoras durante passeio

O que era para ser uma manhã tranquila de pescaria no Pantanal acabou virando surpresa para um grupo de mulheres em Corumbá (MS). Durante a pesca,...

Campeonatos Amador e Varzeano começam neste domingo (3) em Três Lagoas

Rodada de abertura reúne equipes tradicionais e promete movimentar o futebol local A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude...