Corpo de Bombeiros e Defesa Civil destacam monitoramento, bases avançadas e capacitação de brigadas como estratégias para reduzir os impactos das queimadas em Mato Grosso do Sul
A prevenção aos incêndios florestais pautou a reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) da Microrregião Leste, realizada na quarta-feira (5), no Sebrae, em Três Lagoas. O encontro reuniu representantes do Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil e instituições parceiras para discutir as ações desenvolvidas durante a Temporada de Incêndios Florestais (TIF), período que vai de junho a novembro em Mato Grosso do Sul.
PREPARAÇÃO
Segundo o tenente Cândido, do 5º Grupamento de Bombeiros Militar, o trabalho da corporação começa meses antes do período mais crítico de estiagem. A operação é dividida em três etapas: preparação, monitoramento e combate.
Na fase de preparação, iniciada entre março e abril, é realizado o levantamento das condições das viaturas, equipamentos e materiais utilizados nas operações. Em seguida, equipes especializadas monitoram áreas queimadas em anos anteriores por meio de imagens de satélite e análises ambientais para identificar regiões com maior risco de novos focos.
BASES AVANÇADAS
Com base nesse levantamento, o Corpo de Bombeiros instala bases avançadas em pontos estratégicos do Pantanal, inclusive em regiões de difícil acesso, onde o deslocamento só é possível por barco ou aeronave.
“A presença das equipes nessas áreas reduz em cerca de duas horas o tempo de resposta em caso de incêndio, evitando que o fogo se espalhe antes da chegada dos militares”, explicou o tenente.
Durante a reunião, também foi reforçado que está proibida a realização de queimadas em Mato Grosso do Sul durante o período crítico de estiagem. Conforme o oficial, provocar incêndios nesse período configura crime ambiental e os órgãos de fiscalização permanecem atentos aos focos registrados no Estado.
BRIGADAS
O chefe do Departamento de Ensino e Capacitação da Defesa Civil Estadual, Carlos Alberto Ladislau do Santo, destacou a importância da criação e treinamento de brigadas de incêndio em assentamentos próximos às áreas de cultivo de eucalipto.
A proposta é capacitar moradores para atuar nos primeiros momentos de um incêndio, em parceria com empresas do setor florestal, como Suzano e Eldorado Brasil. Entre as medidas preventivas estão a construção de aceiros e o uso de equipamentos simples para conter o avanço das chamas até a chegada das equipes especializadas.
PREVENÇÃO
Segundo Carlos Alberto, a resposta rápida é decisiva para evitar que pequenos focos se transformem em incêndios de grandes proporções, principalmente diante da intensificação da estiagem.
“O princípio de incêndio é o momento mais importante. Se houver controle logo no início, reduzimos a propagação e, consequentemente, os prejuízos ambientais e econômicos”, afirmou.
Os representantes dos órgãos públicos também alertaram para o aumento do risco de incêndios com o agravamento da seca e reforçaram que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para minimizar os impactos durante a temporada de incêndios florestais no Estado.


