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sábado, 18 de julho, 2026

VSR perde força no país, mas MS segue em alerta

Boletim da Fiocruz aponta redução das internações por vírus sincicial respiratório em crianças, porém Estado aparece entre as unidades com tendência de crescimento da SRAG

Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), um dos principais responsáveis pela bronquiolite em crianças pequenas, apresentam redução em grande parte do Brasil, segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Apesar da melhora no cenário nacional, Mato Grosso do Sul permanece entre os estados que exigem atenção, com tendência de crescimento de longo prazo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

De acordo com a análise da Fiocruz, a queda nas hospitalizações por SRAG entre crianças de até 4 anos está diretamente relacionada à diminuição dos casos graves provocados pelo VSR em boa parte do país. No entanto, algumas regiões ainda apresentam circulação elevada do vírus.

Entre as 27 unidades da Federação, cinco apresentam incidência de SRAG classificada como nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de aumento na tendência de longo prazo: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Crianças pequenas continuam sendo o grupo mais afetado

O levantamento aponta que os extremos das faixas etárias continuam concentrando os maiores impactos das doenças respiratórias.

Nas crianças de até 2 anos, a incidência de SRAG permanece mais elevada, principalmente em razão das infecções causadas pelo vírus sincicial respiratório.

Já entre idosos com 65 anos ou mais, o maior impacto está relacionado à mortalidade, que tem como principal causa as infecções pelo vírus influenza A.

Segundo a Fiocruz, enquanto o VSR é o principal responsável pelos casos graves em crianças pequenas, a influenza A tem maior participação nos óbitos registrados entre idosos — doença para a qual existe vacinação disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Especialistas reforçam cuidados de prevenção

Mesmo com a redução dos casos, a Fiocruz destaca que a população deve manter medidas de prevenção contra vírus respiratórios.

Entre as recomendações estão a higienização frequente das mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas quando apresentar sintomas gripais e utilizar máscara caso seja necessário sair de casa durante períodos de infecção.

A principal orientação continua sendo manter a vacinação atualizada, especialmente para os grupos considerados mais vulneráveis.

Mais de 115 mil casos de SRAG foram registrados em 2026

Os dados epidemiológicos mostram que, somente em 2026, já foram notificados 115.203 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil.

Desse total:

  • 60.200 casos (52,3%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório;
  • 39.743 casos (34,5%) apresentaram resultado negativo;
  • 8.218 casos (7,1%) ainda aguardavam resultado laboratorial.

Entre os casos positivos identificados neste ano, a distribuição dos principais vírus foi:

  • Vírus sincicial respiratório (VSR): 40,2%;
  • Rinovírus: 30,2%;
  • Influenza A: 20,8%;
  • Influenza B: 4,5%;
  • Sars-CoV-2 (Covid-19): 4,5%.

Monitoramento continua

O InfoGripe acompanha semanalmente a circulação dos principais vírus respiratórios no país e serve como ferramenta para orientar ações de saúde pública.

Embora a redução dos casos de VSR represente um sinal positivo, a Fiocruz reforça que a circulação dos vírus respiratórios continua exigindo atenção, principalmente em estados onde os indicadores permanecem elevados, como Mato Grosso do Sul.

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