Homem de 37 anos transferiu R$ 1,5 mil via PIX acreditando fechar negócio, enquanto mulher de 50 anos entregou o equipamento, onde suspeito desapareceu após apagar as mensagens
Uma negociação iniciada pelas redes sociais terminou em prejuízo para duas pessoas em Três Lagoas após a aplicação do chamado “golpe do intermediário” nesta terça-feira, 14 no bairro Paranapungá. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) e será investigado pela Primeira Delegacia de Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma mulher de 50 anos anunciou a venda de uma máquina de assar frangos em uma plataforma de vendas na internet pelo valor de R$ 3,5 mil. Pouco depois, ela foi procurada por um homem que demonstrou interesse no equipamento e afirmou que enviaria um funcionário para retirar o produto, informando que o pagamento seria acertado diretamente com essa pessoa.
Ao mesmo tempo, um homem de 37 anos foi contatado pelo mesmo golpista, que lhe apresentou a máquina como se fosse o verdadeiro vendedor e indicou o endereço onde o equipamento deveria ser retirado.
Convencido de que a negociação era legítima, o comprador foi até a residência da anunciante, carregou a máquina em sua caminhonete e realizou uma transferência via PIX de R$ 1.500 para a conta bancária indicada pelo criminoso.
Após a confirmação do pagamento, a proprietária entrou em contato com o suposto comprador para cobrar o valor da venda. Nesse momento, percebeu que havia sido enganada. O suspeito apagou todas as mensagens trocadas com as duas vítimas e interrompeu qualquer comunicação.
Somente então os envolvidos descobriram que haviam caído no chamado “golpe do intermediário”, modalidade de fraude em que o criminoso se passa por intermediário entre comprador e vendedor, fazendo com que ambos acreditem estar negociando entre si, enquanto o dinheiro é desviado para a conta do estelionatário.
O homem de 37 anos informou à polícia que apresentará o comprovante da transferência via PIX para auxiliar nas investigações. O caso foi registrado como fraude eletrônica, e a Polícia Civil trabalha para identificar o autor do golpe.


