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Três Lagoas
segunda-feira, 22 de junho, 2026

“Três Lagoas ganha protagonismo com a UFN3”, afirma Eduardo Riedel à Rádio Caçula

Governador destacou a importância da unidade de fertilizantes em Três Lagoas para reduzir dependência externa e fortalecer segurança alimentar do país

Durante entrevista concedida à Rádio Caçula no último sábado, 20, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), e a senadora Tereza Cristina (PP) comentaram os avanços e a importância estratégica da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3), em Três Lagoas, reforçando o impacto do empreendimento para o agronegócio brasileiro e para a segurança alimentar do país.

Riedel destacou que a retomada e consolidação da unidade representa um marco relevante para a economia nacional, especialmente diante da dependência brasileira de fertilizantes importados.

Segundo o governador, cerca de 15% dos nitrogenados consumidos no Brasil poderão ser produzidos na planta instalada em Três Lagoas, o que amplia significativamente a relevância estratégica do empreendimento.

Ele também ressaltou que o país importa mais de 90% dos fertilizantes utilizados na produção agrícola, o que torna a UFN3 um projeto fundamental para reduzir vulnerabilidades externas, especialmente em um cenário internacional instável.

“A participação da UFN3 nesse processo ganha uma relevância estratégica muito grande. Estamos vivendo duas guerras que impactam diretamente esse insumo essencial para a economia brasileira”, afirmou o governador durante a entrevista.

Riedel ainda reforçou que a unidade representa um avanço não apenas para Mato Grosso do Sul, mas para toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro, ao ampliar a capacidade interna de produção de fertilizantes nitrogenados.

A senadora Tereza Cristina também destacou a importância da conclusão do projeto, lembrando sua atuação em defesa de políticas voltadas ao setor agropecuário e ao abastecimento de insumos estratégicos.

Ela classificou a UFN3 como essencial para reduzir a dependência externa do Brasil, reforçando que o país, apesar de sua forte produção agrícola, ainda depende majoritariamente de fertilizantes importados. “A participação da UFN3 é importantíssima. Não faz sentido o Brasil ser uma potência agrícola e depender de cerca de 90% de fertilizantes importados”, afirmou.

Tereza Cristina também ressaltou que conflitos internacionais recentes agravaram a volatilidade dos preços desses insumos, impactando diretamente os custos de produção no campo e, consequentemente, o preço dos alimentos.

A senadora defendeu ainda a continuidade dos investimentos no setor e a consolidação de um plano nacional de fertilizantes, destacando que o fortalecimento da produção interna é uma questão de segurança estratégica para o país.

Para ambos os parlamentares, a UFN3 representa um passo decisivo na busca por maior autonomia produtiva do Brasil, com impactos diretos na competitividade do agronegócio e na estabilidade do abastecimento alimentar.

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